| Boimorto | |
|---|---|
| Situação | |
| Xentilicio[1]: | Boimortense |
| Geografia | |
| Província: | Província da Corunha |
| Comarca: | Arzúa |
| População: | 2.348 hab. (2008) |
| Área: | 82,4 km² |
| Densidade: | 28,50 hab./km² |
| Entidades de população: | 13 freguesias |
| Capital da câmara municipal: | Boimorto |
| Política (2007) | |
| Presidente da Câmara: | José Ignacio Portos Vázquez (PSdeG-PSOE) |
| Vereadores: | BNG: 1 PPde G: 4 PSde G-PSOE: 6 Outros: - |
| Eleições autárquicas em Boimorto | |
| Uso do galego[2] (2001) | |
| Galegofalantes: | 99,92 % |
| Sitio web oficial | |
| Câmara municipal de Boimorto | |
Boimorto é uma câmara municipal da província da Corunha, pertencente à comarca de Arzúa. Segundo o IGE em 2008 tinha 2.348 habitantes (2.410 no 2006, 2.461 no 2005, 2.486 no 2004, 2.500 no 2003). O seu xentilicio (veja-se no Galizionario) é boimortense.
| Evolução da população de Boimorto - desde 1900 até 2004 - | ||||
| 1900 | 1930 | 1950 | 1981 | 2004 |
| 4.044 | 4.468 | 5.477 | 3.464 | 2.486 |
| Fontes: INE e IGE
(Os critérios de registro censal variaram entre 1900 e 2004, e os dados do INE e do IGE podem não coincidir.) | ||||
Índice |
A câmara municipal, de 82,6 km², está situado na comarca de Arzúa, no surleste da província da Corunha. Limita ao norte com Vilasantar, ao sul com Arzúa e Melide, ao lês-te com Sobrado dos Monges e ao oeste com Frades e Mesía.
Está situado numa zona de altitude média, com um relevo ondulado, sem chegar a constituir verdadeiras serras nem bicos muito altos. A cimeira de maior altitude é o coto das Amieiras (773 m), nos montes do Bocelo. Pela outra banda, no vale do rio Tambre, fazendo fronteira com Frades, quase não se superam os 300 m.
Esta zona é propícia para a agricultura e gandeiría, a base da economia local. Os terrenos de Boimorto são muito produtivos, mais do 67 % dos terrenos são propícios para os cultivos e a criação de animais, especialmente na parte oeste e central da câmara municipal, para a bacia do rio Tambre. Outros rios de menor importância da parte sul pertencem à bacia do rio Ulla.
O topónimo Boimorto não é transparente, e não se refere ao mamífero bóvido, senão que possivelmente procede da voz celta mor, referido a um lugar pedregoso[3].
Da época castrexa conservam-se dois castros do século I, o castro de Dormea e o castro de Corredoiras. Com a romanización, construiu pela zona um vial secundário da Via Nova que unia Braga com Astorga. Em 1989 encontrou no lugar de Vilanova um miliario do século III. O monólito inclui uma inscrição, traduzida por Isidoro Millán González-Pardo e Luis Monteagudo do seguinte modo:
Durante a Idade Média Boimorto pertencia à xurisdición do mosteiro de Sobrado dos Monges. Documentos do ano 569 citam a freguesia de Dormea no transcurso de uma adjudicação à diocese de Iria. Posteriormente, Dona Urraca doou a freguesia ao cabido compostelán.
A via romana converteu-se numa das variantes da via do Norte do caminho de Santiago, passando pelas freguesias de Ánxeles, Boimil, Boimorto, Sendelle, Brates e Mercurín. No Pino conflue com o caminho do norte orixinario que leva a Santiago.
Durante o Antigo Rexime as freguesias de Boimorto pertenciam à província de Santiago, às xurisdiccions de Arzúa e Mesía baixo o señorio do arcebispado de Santiago. Trás as disposições da Constituição de Cadiz as terras de Boimorto passaram a pertencer às câmaras municipais de Arzúa e Mesía, por sua vez pertencentes a província de Santiago. Trás a instauración definitiva da administracion autárquica em 1835 estabeleceu-se a actual câmara municipal de Boimorto, nos terrenos e freguesias actuais, adscrito o partido judicial de Arzúa e à nova província da Corunha.
O escudo de Boimorto foi desenhado pelo gabiente de Vicente de Cadenas y Vicent, Cronista Real de Armas, tendo em conta tanto a história de Boimorto como os escudos das câmaras municipais vizinhas.
Está dividido em duas partes horizontais: a superior faz referência à cultura castrexa e a romanización, com o debuxo de um castro num monte à esquerda, e o miliario romano à direita.
A parte inferior faz referência ao caminho de Santiago, com umas conchas e uma cruz de Santiago, sobre duas ondas, referentes ao rio Tambre e o rio Isso.
Igreja de Santa María de Sendelle. |
Para uma lista completa de todos os lugares da câmara municipal de Boimorto veja: Lugares de Boimorto.
| |||||