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Cádavos, A Mezquita

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Cádavos
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Vista geral
Câmara municipal:A Mezquita
Área: - km²
População: (Ano ) hab.
Densidade: - hab./km²
Entidades de população: 1

Cádavos é a aldeia de população concentrada correspondente com o território parroquial do mesmo nome situado no sudeste da câmara municipal da Mezquita raiando com Portugal (freguesia da Moimenta, na câmara municipal de Vinhais). Situa numa altitude média arredor dos 900 m sobre o nível do mar. Dista 7 km da vila da Mezquita.

No extremo mais suroriental encontra-se o chamado "Penhasco dos Três Reinos" e a "fonte dos três reis" que marcam o limite entre o Reino da Galiza, o Reino de Castela e o Reino de Portugal nas suas dimensões decimonónicas. Porém, a freguesia de Castromil situada em território da C.A. de Castela-León é linguística, antropolóxica e culturalmente galega e afín às terras da Mezquita.

O território parroquial acha-se fisicamente nos começos da depressão do Douro, entre o vale e os lombeiros, e é atravessado pelo Leste, de Norte a Sul, pelo rio de Cádavos, outrora também conhecido coma Paulador, sendo afluente do Rabaçal em Portugal .

O território possui uma riqueza faunística e vexetal considerável com uma massa importante de árvores caducifolias. Touzas, carballeiras, foresta de ribeira e soutos de castiñeiros centenários. As zonas mais altas e penedías estão povoadas por matogueira e monte baixo (torgais, uces, chaguazo, carqueixa, xesta, etc.). A maior parte da superfície fica compreendida dentro da Rede Natura 2000, integrado no espaço catalogado oficialmente coma Pena Maseira.

Índice

Demografía e população

Actualmente a população estável durante o ano em Cádavos não chega aos cem habitantes, muito menos da metade do censo de 1950 (243 habs.). Situação equiparábel ao resto de freguesias da câmara municipal. Este facto enquadra nas consequências das ondas migratorias que sofreu a Galiza interior e oriental, primeiro em direcção a América do Norte Latina e mais tarde cara Centro-Europa e as áreas mais desenvolvidas do Estado Espanhol. A impermeabilidade legal da raia com Portugal e a distância quilométrica aos grandes centros urbanos da Galiza acentuaram ainda mais o atraso que ao igual que noutras comarcas da Galiza foi responsabilidade directa do caciquismo e a política marxinatoria e colonial espanhola.

Aspectos históricos e artísticos

Igreja do século XVII com retábulos barrocos do sec.XVIII.

Existem duas casas señoriais brasonadas, uma delas completamente esborrallada, com um destacábel brasón conservado por uma família fora do seu lugar original. A outra casa señorial, situada para largo no centro da população possui escudos de enigmática factura (não seguem a ortodoxia exigida pelos reis de armas) que remetem, segundo alguns estudosos, à presença de templarios em épocas pretéritas e anteriores à construção da casa ou mesmo que fã pensar em presença hebraica ou judia por uma esquadra com o candelabro de sete braços (menorá) judeu e outra esquadra com a serpe reptante de bronze que Moisés ergue no deserto, símbolo da imortalidade.

Em todo o caso, conhece-se o nome do autor, Dom Vicente Guerra Álvarez por 1760 .

São numerosas as casas com lumieiras gravadas com datas de princípios do século XVIII, o que pode dar uma ideia de recuperação e crescimento de Cádavos trás as guerras da independência de Portugal na segunda metade do s.XVII.

Cádavos foi feudo particular da família Guerra durante os séculos XVII e XVIII, família inicialmente vencellada aos Cadórniga, senhores da Mezquita, posuidores do património incautado aos templarios e donos da casa-pazo ainda conservada no centro da vila da Mezquita.

No ano 1826 (segundo Miñano), Cádavos aparece como vila reguenga, na xurisdición da Vilavella da Mezquita (xurisdición ordinária) e com alfândega importante.

Os começos da guerra do 1936 viram em Cádavos um efémero foco de resistência ao franquismo. À existência em Cádavos de uma esquadra de carabineiros que acatavam a legalidade democrática republicana uniu-se a presença de sindicalistas que daquela trabalhavam na construção do caminho de ferro entre Zamora e Ourense. Contudo, a finais de Julho do 36 o falanxismo e o poder militar franquista já tinham afogado em sangue a resistência. A repressão, as represálias, os fusilamentos e o exílio não se fizeram aguardar para muitos.

Aspectos linguísticos

Linguisticamente, Cádavos fica integrado de modo patente no domínio linguístico galego-português.99% da população é monolingüe em idioma galego. Dentro do galego, a fala de Cádavos pertence à variante oriental, e dentro desta à subárea das Frieiras-As Portelas.

Características principais comuns com o resto do galego oriental:

-Terminações em -ois para os substantivos que rematam em -ón, p.ex. pantalois, lambois, camiois.

-Terminação -au (masc.) e -à (fem.)para as for-mas latinas -anum, ana.Ex.: irmau-irmã.

-Vacilação entre os ditongos -ou,-oi ou supresión em -u.Exemplos: Despous,truta, muto, e característico das freguesias do sudeste da câmara municipal da Mezquita, "noute" por "noite".

-Terminações em -ai para palavras rematadas em -ade. "verdai" ou "mitai" por "verdade" e "metade".

-Formas verbais no imperativo coma "cantai","dicei" e "facei" em lugar de "cantai","dizei" e "fazei".

Características linguísticas comuns com a subarea Frieiresa-Portelá:

-Teísmo: "já to dei", por "já te o dei" e "já ta trougue" por "já te a trouxe".

-Perda do -n nas formas verbais do pretérito perfeito: "eu partí" por "eu parti".

-Diminutivo em -iño coma na maioria das falas galegas em oposição ao -in do galego oriental. "Padriño" e não "padrín".

-Substituição dos pronomes -no e -na por -o e -a ou transformação do -n em n velar: "ele colleuo" por "ele apanhou-o", "matoua" por "matou-a", "colléronho" por "apanharam-no", "acháronha" por "acharam-na".

-Formas verbais arcaizantes: "fezo" por "fixo".

-Inexistência do pronome -lhes/-lhes comum no galego e português modernos.Só existe "lhe".Exemplo: "Ele contou-lhe um conto (a eles)" por "Ele contou-lhes um conto (a eles)".

Rasgos peculiares observados no galego de Cádavos:

-Formas coma rio","tio","frio","fio" resultam em "riu","tiu","friu","fiu".

-Tendência vacilante ao "ceceo" implosivo no final de sílaba de algumas palavras : "mázcara" por "máscara", "pezcozo" por "pescoço".

Lugares de Cádavos

Lugares da freguesia de Cádavos na câmara municipal da Mezquita (Ourense)

Cádavos

Freguesias da Mezquita

Galiza | Província de Ourense | Freguesias da Mezquita

Cádavos (Santa María Madanela) | Castromil (Nossa Sra. da Encarnación) | Chaguazoso (Santiago) | A Esculqueira (Santa Eufemia) | Manzalvos (Santa María) | A Mezquita (São Martiño) | O Pereiro (São Pedro) | Santigoso (São Simón) | A Vilavella (Santa María da Cabeça)


Veja-se também

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