| Castro | |
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| Eira da Hermida no lugar de Filgueira. | |
| Câmara municipal: | Cerdedo |
| Área: | - km² |
| População: | (Ano 2004) 179 hab. |
| Densidade: | - hab./km² |
| Entidades de população: | 4 |
Santa Baia de Castro é uma freguesia que se localiza no norte da câmara municipal de Cerdedo . Segundo o padrón autárquico de 2004 tinha 179 habitantes (94 mulheres e 85 homens) distribuídos em 4 entidades de população, o que supõe uma diminuição no que diz respeito ao ano 1999 quando contava com 204 habitantes.
Índice |
Está formada pelos lugares de Bugarín, Lugar do Cabo, Lugar do Médio e Filgueira. Situada ao noroeste da capital da câmara municipal, o seu nome procede directamente da retórica latina Castrum, já que o seu pricipal acidente geográfico é o coto de Castrodiz (681 m).
Desde o lugar do Médio e o do Cabo pode-se disfrutar de uma formosa vista de todo o vale, e para parte de abaixo das aldeias, as casas parecem precipitar-se sobre o vale do rio Castro, mantendo a estrutura laberíntica típica da câmara municipal.
Na cima do coto de Castrodiz apreciam-se indícios de assentamentos castrexos. A cima do coto aparece sesgada num planalto que de toda a vida se chamou "A eira dos mouros". este planalto está arrodeado dos restos de uma dupla muralha muito similar à de outros assentamentos melhor conservados. Desde ali, nos dias craros de vrau, pode-se ver a linha do horizonte no mar mas ali da Ilha de Ons. Também há testemunhas de pinturas rupestres no telefonema "cova dos Mouros".
A igreja parroquial de Santa Baia de Castro encontra-se a metade do caminho entre o Lugar do Cabo e o Lugar do Médio. No 1809, durante a guerra da Independência Espanhola, foi queimada junto com todas as suas pertenças pelos soldados de Napoleón , segundo refere o párroco Ignacio de Silva, quem conta também como os franceses deram morte a idosos e enfermos que não foram quem de fugir. Já nos anos quarenta, a igreja foi registada em várias ocasiões pela Polícia civil, já que Lisardino Lois Ventín, o crego de Castro, foi considerado suspeito de ajudar à guerrilha antifranquista e receber os guerrilheiros na sua reitoral; se bem fora o anterior párroco, Jesús Rodríguez Anllo. quem uns anos antes, no 1938, dera chivatazos às autoridades falanxistas para o apresamento de dezenas de pessoas e a eliminação (textualmente) de vários líderes agraristas e maestros nacionais da vizinha Quireza e de toda a contorna.
No lugar de Filgueira , são dignas de ver as amostras de arquitectura popular que podemos encontrar em todas as casas e no seu formoso eirado composto de um conjunto de 12 canastros (Eira da Ermida) que está junto à capela da Virxe dos Remédios (queimada também pelos soldados de Napoleón), desde onde há uma grande vista panorámica da freguesia de Quireza e montes do arredor. Filgueira é terra de ferreiros e fiadeiras e sobretudo destacam famosos pedreiro, como Domingo Matías e Tomás Penelas.
Outra das aldeias da freguesia é Bugarín, situada num lugar de especial beleza. Ali pode-se admirar a serenidade e equilíbrio da capela da Virxe da Saleta. No antigo caminho que comunicava o Lugar do Cabo com Bugarín (hoje um carreiro abandonado que é, por certo, a única conexão directa existente entre os dois lugares da mesma parróquia) há uma pedra muito grande na zona que chamam Os Cortiziños. Conta a lenda que a um homem que pacia as ovelhas sempre por aquela zona lhe saiu de uma vez ao caminho uma serpe de grande tamanho. A serpe (que seica gostam do leite) monxeu-lhe duas ovelhas. Desde aquela, o homem asuibiaba na pedra todos os dias para que viera a serpe, até que pareceu que lhe apanhara até verdadeiro achego. Pois o homem teve que marchar fora uns anos, e encontrou-se quando voltou que a serpe não acudia ao seu apito. Voltou ao dia seguinte e, desta vez, a serpe apareceu e disque de tanto que o estranhara o abraçou tanto que o matou. Dias depois sete homens de Bugarín fizeram uma batida e mataram a serpe com escopetas. Disque foi isto antes da gherra.
Entre os filhos ilustres desta freguesia figuram o arquitecto do século XVIII Pedro de Monteagudo, o cóengo José María Sieiro e o cientista e poeta Xosé Roxelio Otero Espasandín.
| Lugares da freguesia de Castro na câmara municipal pontevedrés de Cerdedo. | |
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Bugarín | Castro do Cabo | Castro do Meio | Filgueira |
| Galiza | Província de Pontevedra | Freguesias de Cerdedo. | |
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Castro (Santa Baia) | Cerdedo (São Xoán) | Figueiroa (São Martiño) | Folgoso (Santa María) | Parada (São Pedro) | Pedre (Santo Estevo) | Quireza (São Tomé) | Tomonde (Santa María) |