A CRTVG é um ente público com titularidade jurídica própria criada pelo Parlamento da Galiza em 1984 com o objectivo de pôr em funcionamiento, gerir, e explorar os meios de comunicação públicos da Galiza. Para tal fim e para contribuir na normalização linguística e a coesão social da Galiza, criaram-se as sociedades anónimas Televisão da Galiza S.A. e Rádio-televisão da Galiza S.A. que com o seu sinal chegam a todo o território galego.
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O primeiro governo galego surgido de umas eleições autonómicas em 1981 estava dividido acerca da constituição de um meio público galego que entre outras coisas favorecera a normalização da língua galega, de uma banda o conselheiro da Presidência, Xosé Luís Barreiro Rivas, era o principal impulsor do projecto e da outra o vice-presidente José Manuel Romay Beccaría era totalmente contrário preferindo uma política de ajuda aos médios privados. Quando Romay Beccaria deixou o governo galego, Barreiro começou a redigir a Lei de Rádio e Televisão que conduziu à criação da CRTVG ainda que se manteve a oposição de um sector de AP; na oposição o PSOE também estava dividido já que os quatro deputados independentes galeguistas que concurriran pelas listas socialistas eram a favor da sua criação enquanto o PSOE mantinha uma política ambigüa, tão só os nacionalistas do BNPG-PSG e EG estavam totalmente a favor da sua criação. O 11 de Julho de 1984 aprovou-se a Lei de Criação da Companhia de Rádio-Televisão da Galiza[1]
A TVG e a Rádio Galega iniciaram as suas emissões em Julho de 1985 e foram o primeiro meio audiovisual e radiofónico em emitir em língua galega toda a sua programação.
Na actualidade a CRTVG gere as correntes de rádio Rádio Galega, Rádio Galega Música e São a Galiza Rádio (DAB e TDT) e os canais de televisón TVG, G2, TVG Europa e TVG América do Norte, emitindo as duas últimas canais por satélite. Ademais TVG América do Norte também emite por TDT e G2 exclusivamente por TDT.
O seu Conselho de Administração está composto por doce membros elegidos para cada legislatura pelo Parlamento da Galiza entre pessoas de acreditado prestígio profissional. A sua missão centra-se em velar pelo cumprimento do disposto na Lei de Criação da Companhia e, especialmente, em aprovar aquelas matérias que assentam as directrizes do funcionamento da entidade pública, como são a programação, a memória anual, o quadro de pessoal e as normas reguladoras da emissão de publicidade.
A TVG e a Rádio Galega contam com um conselho assessor, que não tem competências decisorias, senão só assessoras. Está compostos por vogal eleitos entre os trabalhadores, xestores dos serviços públicos, representantes da Administração Autónoma, Conselho da Cultura Galega, universidades, Parlamento e deputações provinciais.
A Direcção-Geral é um órgão universoal que tem a responsabilidade executiva e é nomeado pelo Governo da Galiza para cada legislatura. As suas funções são as de gerir o ente público e as suas sociedades. Para isso conta com uma equipa técnica, administrativo e jurídico enquadrado na estrutura da Companhia. Da Direcção-Geral depende também a Direcção de Comunicação e Relações Externas.
Por volta da Companhia da Rádio-Televisão da Galiza e as suas duas sociedades movem-se actualmente um total de 671 trabalhadores dos que 70% são homens e um 30% mulheres.
| Anos | Director |
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| 1985-1986 | Luis Losada |
| 1986-1987 | Lois Caeiro |
| 1987-1990 | Abilio Bernardo de Quirós |
| 1990-1994 | Ramón Villot |
| 1994-2005 | Francisco Campos |
| 2005-2009 | Benigno Sánchez |
| 2009- | Alfonso Sánchez Izquierdo |
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