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| Corme Porto | |
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| Cabo Roncudo | |
| Câmara municipal: | Ponteceso |
| Área: | - km² |
| População: | (ano 2004) 1.289 hab. |
| Densidade: | - hab./km² |
| Entidades de população: | 7 |
A nossa Senhora dos Remédios de Corme Porto é uma freguesia que se localiza no oeste da câmara municipal corunhesa de Ponteceso . Segundo o padrón autárquico de 2004 tinha 1.289 habitantes (654 homens e 635 mulheres) distribuídos em 7 entidades de população, o que supõe uma diminuição no que diz respeito ao ano 1999 quando contava com 1.434 habitantes.
Índice |
Os assentamentos humanos nos arredor de Corme datam de tempos prehistóricos, como demonstram os petróglifos que abundan na zona. O telefonema cultura castrexa também deixa pegadas dos seus assentamentos em lugares como o Castro da Ilha dá Estrela.
Mas o nome de Corme propriamente dito aparece num documento do Mosteiro de Caaveiro datado em 1105. Posteriormente aparecerá noutros documentos como no "Mapa-mundi" de Gresques de 1375 ou de forma destacada na "Cosmographia" de Sebastián Münster de Basilea no ano 1544.
Com o passo dos anos a actividade pesqueira de Corme prospera significando assim o aumento de população de Corme Porto em detrimento da freguesia original de Corme Aldeia. Esta actividade pesqueira trouxe a prosperidade a Corme a princípios do século XX. Nestes anos encontram-se a pleno rendimento oito fábricas de conservas, uma cetaria de lagostas, numerosos mercantes, tarrafas e outras embarcações menores. Corme converte-se no primeiro porto de Espanha de exportação de madeira e a população de Corme Porto passa a ser de 2.978 habitantes segundo o censo de 1920. Posteriormente, com a chegada da guerra civil e a posguerra, e com a escassez de espécies como a sardiña, virá uma crise da indústria pesqueira e do crescimento do mesmo povo.
A partir dos anos 90 e até a actualidade Corme viverá um novo empuxón com a exploração racional e sustentável do percebe, que tem o seu ponto álxido com a celebração da Festa do Percebe do Roncudo (desde 1992) e com a instalação de bateas na ria para o cultivo do mexillón. Também contribui a este desenvolvimento a ampliação e actualização das estruturas da doca pesqueira e o passeio marítimo à praia do Osmo (2004) e a actual melhora nas estradas que vão para Ponteceso. Este desenvolvimento só se viu parcialmente paralisado pelo trágico afundimento do Prestige em Novembro de 2002 e a consegui-te maré preta que se produziu.
A finais de Agosto de 2006 no povo de Corme surgia de novo a velha ideia da segregación da câmara municipal de Ponteceso, apoiada pela maioria das associações vicinais, culturais e desportivas, assim como por perto da totalidade da população.
Para achegar-nos a Corme tomaremos como ponto de partida Carballo, capital da comarca de Bergantiños e situado a 33 quilómetros da Corunha pela Auto-estrada de peaxe AG-55 ou, alternativamente, pela AC-552. Em Carballo seguiremos a AC-414 em direcção a Malpica até Buño (10 quilómetros), onde nos desviaremos pela AC-422 até Ponteceso (11 quilómetros). Finalmente em Ponteceso apanharemos o desvio para Corme justo antes da põe-te que cruza o rio Anllons e passando por diante da casa do poeta Eduardo Pondal. A AC-424 levá-los-ão definitivamente a Corme depois de 9 quilómetros. A distância total desde A Corunha é de 63 quilómetros.
O monumento mais famoso de Corme é a Pedra dá Serpe. Trata-se de uma grande roca situada na estrada de acesso à aldeia de Gondomil e à praia da Ermida e em cujo lateral direito há uma figura de uma serpe alada.
A autoria da escultura é discutida mas associasse aos cultos precristianos às serpes, relacionado, segundo alguns historiadores, com a chegada dos celtas, que tinham como símbolo heráldico a serpe.
A lenda conta que esta zona era inhabitable devido a uma praga de serpes. São Adrián, que se encontrava predicando por ali, golpeou fortemente com o pé no chão, desaparecendo aquela terrível praga. Todas as serpes foram a acubillarse debaixo daquela pedra, ficando uma delas petrificada em sinal deste feito. Como símbolo da cristianización deste lugar se pôs uma cruz acima.
Ademais do núcleo urbano os turistas adoptam dirigir à Ponta do Roncudo, desde uma estrada que sai do mesmo porto de Corme. A estrada bordea o mar e permite formosas vistas sobre a ria e o acesso a pequenas calas com praias pouco frequentadas. No final da estrada encontramos a ponta e o faro do Roncudo, denominados assim pelo ronquido que produz o mar neste lugar ao golpear com força nos alcantilados. Por toda a costa, especialmente naquelas zonas mais batidas, podemos encontrar os famosos percebes do Roncudo, cuja festa gastronómica se celebra no primeiro sábado do mês de Julho. Também na ponta do Roncudo podemos contemplar as cruzes que recordam as tragédias vividas perto desta costa denominada, não sem razão, da morte.
No interior da ria, na zona próxima a Corme existem várias praias aptas para o banho entre as que destacamos as seguintes:
Corme Porto é uma das localidades da Costa da Morte que mais número de festas tem. Uma vez chega a época estival começam as celebrações que duram até finais de Setembro.
Entre os diferentes persoeiros famosos nados em Corme podemos destacar os seguintes:
Furna do Osmo. |
Faro de Ponta Roncudo. |
Cruzes do Roncudo. |
| Lugares da freguesia de Corme Porto na câmara municipal de Ponteceso (A Corunha) | |
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A Atalaia | O Caramanchón | As Forcadas | O Gafote | O Porto de Corme | As Regadiñas | Riloa |
| Galiza | Província da Corunha | Freguesias de Ponteceso. | |
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Anllóns (São Fins) | Brantuas (São Xián) | Cores (São Martiño) | Corme Aldeia (Santo Adrán) | Corme Porto (Nossa Senhora dos Remédios) | Cospindo (São Tirso) | A Graña (São Vicenzo) | Langueirón (São Xián) | Nemeño (São Tomé) | Niñóns (São Xoán) | Pazos (São Salvador) | Talho (Santo André) | Tella (Santo Eleuterio) | Xornes (São Xoán) |