Cornes é um lugar da antiga câmara municipal de Conxo , situado ao sudoeste de Santiago de Compostela e desde 1925 integrado neste. Cornes ainda existe como núcleo, integrado na da cidade compostelá.
A origem do nome Cornes poderia ser uma voz prerromana que aludiria a um rochedo ao que se abeira. Pouco fica já do traçado antigo do lugar de Cornes, numa área reurbanizada desde meados do século XX. Mas em Cornes encontrava-se a antiga casa da câmara municipal de Conxo (actual avenida de Vilagarcía, 28), e em Cornes nasceu Rosalía de Castro, na Casa da Parra do daquela chamado Caminho Novo (na actualidade Largo de Vigo).
De Cornes saiu a primeira linha de caminho de ferro da Galiza, que rematava no Faixa. Por volta da estação levantaram-se armazém de azeite, vinho, carvão, fruta, sal, madeira, cemento, etc. Nos Campos de São Xosé, actualmente rua de Frei Rosendo Salvado e avenida de Vilagarcía, estabeleceram-se artesãos e operários principalmente marmoristas, carpinteiros e tallistas. Havia também uma pedreiro de pedra, uma imprenta e uma oficina de carros.
Cornes aparece nomeado em dois poemas de Rosalía de Castro: Aos lirios de Cornes e Ao lavadeiro de Cornes. [É preciso referência]