Dentro do escudo da Galiza, é o cálice a figura heráldica que há mais tempo vem representando a Galiza. O cálice aparece documentado por vez primeira como armas dos reis de Galyce no Armorial Segar da Inglaterra do ano c.1282.
As armas do Reino da Galiza foram evoluindo continuamente através dos séculos; do orixinario cálice fechado num relicario (armoriais Bergshammar, Suécia, 1436, e Gymnich, Flandres, 1445) passou-se à sua representação em forma aberta; o original campo azul da bandeira diversificouse também em vermelho e branco; e o original cálice em campo liso sem nenhum acrescentado passou a conter enfeites diversos como anjos e um número variable de cruzes, entre uma, seis ou sete, ou em campo semeado.
A estandarización gráfica moderna das Armas ou Escudo da Galiza foi estabelecida no ano 1972 pela Real Academia Galega.[É preciso referência]
É preciso pôr de relevo que o actual cálice do escudo é uma representação do cálice do Cebreiro.[É preciso referência]
O escudo da Galiza traz, em campo de azur, um cálice de ouro somado de uma hostia de prata, e acompanhado de sete cruzes recortadas do mesmo metal, três a cada lado e uma no centro do chefe. O timbre, coroa real, forrada de vermelho, fechada, que é um círculo de ouro, engastado de pedras preciosas, composto de oito floróns de folhas de acanto, visíveis cinco, interpoladas de pérolas e de cada uma das suas folhas saem cinco diademas somadas de pérolas que converxen num mundo azur, com o semimeridiano e o ecuador de ouro, somado de cruz de ouro.
Armas do Rei de Galyce no Armorial Segar, século XIII. |
Escudo do reino da Galiza ilustrado em L´armorial Lê Blancq, contra 1560. |
Armas do reino da Galiza, da obra Descripción de la costa dele reyno de Galizia, cartografía de Pedro de Teixeira Albernas, contra 1625. |
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Portada da Cédula de Comércio a favor da Companhia de Comércio, 1734 |