O franquismo foi o regime político vigente em Espanha entre 1939 e 1975, baseado no liderado do general Francisco Franco Bahamonde. Também se chama franquismo a ditadura e ideologia pela que se rexiu Espanha nesta época, também conhecida como nacionalcatolicismo, com elementos do fascismo.
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A origem do franquismo foi a sublevación de uma parte do exército espanhol contra o governo de II República justificando-o como um movimento contrarrevolucionario para impedir outro de inspiração comunista[1] mas que pretendia eliminar o regime democrático para substituí-lo por uma ditadura militar de forma provisoria ou definitiva[2] mas que se converteu num regime autoritario[3] no que Franco exercia a xefatura vitalicia em conceito de Caudillo
Acabada a Guerra Civil Espanhola com a vitória dos autodenominados nacionais, Franco passou a ser a cabeça do Estado, proclamando-se Caudillo de Espanha pela graça de Deus. Nos primeiros anos, o regime franquista levou a cabo uma forte repressão contra os adversários, a sua função era fundamental para paralisar o inimigo pelo terror e estava alentada pelos máximos dirigentes[4], deu apoio a Hitler e a Mussolini (quem o apoiaram na guerra civil) e praticou uma política económica autárquica. Mais adiante, mais de uma década depois, o regime estabeleceu contactos com os Estados Unidos e mudou a política económica. Nos anos 60 produziu-se um incremento notável em comparanza com os níveis mínimos da última época do nível de vida da população em geral (propiciado pelo desenvolventismo económico), se bem o nível de liberdade pessoal e política não aumentou consequentemente.
O franquismo como regime político oficial rematou com a morte de Franco , que foi sucedido por decisão própria do general pelo rei Xoán Carlos I como Chefe de Estado, trás jurar os Princípios do Movimento Nacional, o mais parecido a uma "Constituição franquista". A transição para um sistema político baseado numa democracia parlamentar foi relativamente moderada, tirantes as contínuas ameaças de revoltas militares e a forte mobilização das massas trabalhadoras e estudiantís (veja-se oposição ao franquismo).
O franquismo começou baseando na doutrina do nacionalcatolicismo, executada pela Falange e a Comunión Tradicionalista, monárquica e carlista. Ao princípio, também se aliaram outros sectores de direitas: conservadores a alguns monárquicos lexitimistas. As bases do regime foram a unidade nacional espanhola, o catolicismo e o anticomunismo. O regime foi uma dictadura militar e foi um regime totalitario, com especial vehemencia e repressão ao longo do que se conhece como primeira etapa. Isto não impediu que o regime se autodefinise desde o princípio como uma democracia orgânica que endexamais se homologou com uma democracia parlamentar.
A partir das derrotas das potências do Eixo na Segunda Guerra Mundial, o regime vai desbotando o seu carácter marcadamente profascista, ainda que segue utilizando a sua simbologia. O franquismo teve daquela que buscar novas alianças internacionais, e foi diminuindo o papel da Falange em favor de outros grupos. Na década dos anos 60 apareceu uma geração de políticos tecnócratas formados no Opus Dei que até verdadeiro ponto rompeu o isolamento internacional no que se encontrava o Estado.
Proclamas franquistas. |
Cruz no Vale dos Caídos. |
Tumba de Franco no Vale dos Caídos. |
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Souvenirs franquistas. |