| Sugeriu-se que "Galiza na idade moderna e contemporânea" seja fusionado com este artigo ou apartado (conversa). |
| História da Galiza |
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Idade Média
Idade Contempóranea
Veja-se também: |
| Cronologia do reino da Galiza |
Galiza viveu desde o inicio da Idade Contemporânea, que abrange os séculos XIX e XX, em permanente estado de atraso económico, com uma leve recuperação no último terço do século XX. Com um modelo de crescimento continuado -ainda que baixo- as possibilidades económicas não permitiam absorver este incremento da população, provocando assim um forte movimento migratorio que se converteu em endémico a partir de meados do XIX.
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Durante estes dois séculos acentuou-se a deslocação da população do interior para fachada atlántica. O primeiro grande movimento migratorio, durante a segunda metade do XIX, foi de carácter definitivo, preferentemente masculino e tinha como destino América do Sul. Durante o primeiro terço do século XX incorporou-se a mulher, aumentou o número de emigrantes da Galiza interior e começaram-se a dar mais casos de retornados ("indianos"). Depois do paréntese dos anos 30 e 40 do século, outro éxodo maciço tomou a direción da América do Norte, Europa (Suíça e Alemanha) e Espanha (Catalunha, Euskadi e Madrid).
As estruturas forais do Antigo Rexime perpetuaram durante o século XIX (incluindo até o 90% da superfície produtiva); não mudaram nem os cultivos nem as técnicas nem houve mecanización; acentuou-se um minifundismo, situação que não começou a se resolver até as concentrações parcelarias de fins do XX. A rede ferroviária foi construída muito serodiamente.
A modernização começou com a crise agrária de fins do XIX. Redimíronse os foros nas primeiras três décadas do XX, convertendo aos camponeses em proprietários. Neste momento tiveram importância os movimentos agraristas. A partir de então eliminou-se definitivamente o cultivo de barbeito , começaram-se a usar productos químicos, criaram-se prados artificiais e introduziu-se maquinaria. Na segunda metade do século produziu-se uma especialização agrária, acompanhada de motorización, e industrializaram-se alguns sectores a partir de fórmulas cooperativas.
A relativa prosperidade da banca, de carácter fundamentalmente local, estava ligada às remessas dos emigrantes e à dispersão da população. A indústria conserveira consolidou-se a fins do XIX da mão dos avanços na construção naval, e especialmente a partir dos anos 60 do século XX. A indústria hidroeléctrica conseguiu grandes benefícios a partir dos anos 40. Instalaram-se indústrias como ENCE, Endesa ou Citroën que aproveitam matérias primas e mão de obra.
A fidalguía decimonónica opôs às reformas liberais e apoiou movimentos retardatarios como o Carlismo, o que não impediu que esmorecese já a começos do XX. A burguesía, de origem industrial, financeira e agrária, não teve relevo até a segunda metade do XX. Com a consolidação do estado liberal espanhol, o centralismo provocou uma reación galeguista a partir de meados do XIX de cariz culturalista e conservador num princípio mas que se foi fazendo cada vez mais progressista.
No século XX distinguem-se três períodos::
Galiza caiu rapidamente em mãos dos militares sublevados com Franco. O Estatuto de Autonomia de 1981 foi recebido com indiferença. O período de governo autonómico até hoje resume-se a nível político numa década de limitada actividade, um agitado biénio de coligação e década e média de maiorias absolutas de Manuel Fraga Iribarne.