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Literatura pode ser definida como a arte de criar e recrear textos, de compor escritos artísticos.
A palavra Literatura vem do latin "litterae" que significa letras", e possivelmente se trata de uma tradução do grego "grammatikee". Em latín, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e relacionasse com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, refere-se especificamente à arte ou oficio de escrever de forma artística. O termo Literatura também se usa como referência para um conjunto escolhido de textos como, por exemplo, a literatura médica, a literatura inglesa, literatura galega, etc.
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O vocábulo literatura procede do latín LITTERATTURA, que significava “a letra do alfabeto”. Parece patente que o termo está vencellado pela sua etimoloxía à escrita, àquilo -se bem não ocorre o mesmo em alemão (Wortkunst) e russo (slovesnóst)- que está impresso.
A primeira dificuldade para compreendermos o vocábulo procede do feito de que hoje empregamos esta palavra para nos referirmos à literatura oral de fontes tradicionais e populares pelo que podemos deduzir que o conceito que atesoura o termo “literatura” sofreu uma considerável evolução histórica.
A segunda dificuldade, expressada por Escarpit em ‘’Lê littéraire et lê social’‘, deve-se a escassa precisão da palavra, pois pode significar o mundo das letras, a arte do escrever, as obras literárias de uma época, as obras literárias de uma corrente ou escritor, a arte presente a obras populares não escritas,...
O único modo de definirmos o que é literatura é mos compreender as peculiaridades que tem a linguagem literária e contrapor à linguagem científica e à linguagem quotidiana.
Uma simples olhadela a este quadro permitem-nos diferenciar o que é linguagem literária e linguagem científica:
Bem mais complicado é distinguir a linguagem literária e a linguagem quotidiana, pois esta compreende actos de fala muito variados (jargão, fraseoloxía oficial, conversação, preces, linguagem amorosa,...). Muitas das características da linguagem literária já expressas resultam válidas também para a linguagem quotidiana.
Salvando que a linguagem literária tenta frequentemente reproduzir timidamente mediante signos de interrogación, exclamação, pontos suspensivos e outros procedimentos as características paralingüísticas, cinésicas e proxémicas da linguagem oral, poderíamos fazer uma primeira distición baseada em que, excepto no simbolismo fónico das onomatopeas na linguagem quotidiana não há consciência dos signos.
As margens entre estas duas linguagens, segundo René Wellek e Austin Warren, não são de índole cualitativa, senão, mais bem, uma apreciación cuantitativa: Os recursos da linguagem exploram na linguagem literária bem mais deliberada e sistematicamente: A linguagem poética organiza, tensa os recursos da linguagem quotidiana e às vezes chega a fazer-lhes violência esforçando-se em acordar a nossa consciência e provocar a nossa atenção. Muitos destes recursos encontra-os o escritor formados e performados pela obra calada e anónima de muitas gerações.[1]
A isto há que acrescentar que a literatura é ficção, fantasía. Mesmo um romance histórico, na qual parece dar-se informação sobre acontecimentos reais, dista muito de ser um ensaio ou um tratado histórico sobre uma época concreta. A ficção é uma característica inherente à comunicação literária