| Lousame | |
|---|---|
| Situação | |
| Xentilicio[1]: | Lousamián |
| Geografia | |
| Província: | Província da Corunha |
| Comarca: | Noia |
| População: | 3.702 hab. (2008) |
| Área: | 93,6 km² |
| Densidade: | 39,55 hab./km² |
| Entidades de população: | 7 freguesias |
| Capital da câmara municipal: | |
| Política (2007) | |
| Presidente da Câmara: | Santiago Freire Abeijón (PPdeG) |
| Vereadores: | BNG: 1 PPde G: 8 PSde G-PSOE: 2 Outros: - |
| Eleições autárquicas em Lousame | |
| Uso do galego[2] (2001) | |
| Galegofalantes: | 99,17 % |
| Sitio web oficial | |
| www.concellodelousame.com | |
Lousame é uma câmara municipal da província da Corunha, pertencente à comarca de Noia. Segundo o IGE no 2008 tinha 3.702 habitantes (3.798 no 2006, 3.854 no 2005, 3.912 no 2004, 3.957 em 2003 ). O seu xentilicio (veja-se no Galizionario) é lousamián.
| Evolução da população de Lousame - desde 1900 até 2004 - | ||||
| 1900 | 1930 | 1950 | 1981 | 2004 |
| 5.543 | 5.857 | 6.555 | 5.014 | 3.912 |
| Fontes: INE e IGE
(Os critérios de registro censal variaram entre 1900 e 2004, e os dados do INE e do IGE podem não coincidir.) | ||||
Índice |
A câmara municipal tem uma superfície de 93 km², e abrange 7 freguesias. Limita ao norte com a câmara municipal de Brión , ao sul com Boiro e Rianxo, ao lês-te com Rois e Dodro e ao oeste com Porto do São. É um território com um relevo abrupto, com fortes contrastes entre o fundo dos vales (20 msnm) e cimeiras de altitude média (monte Iroite, de 685 m, e a Muralha, de 674 m).
Nos terrenos ocupados pela câmara municipal conservam-se restos prehistóricos (mámoas), da Idade do Bronze (petróglifo de Lesende) e da época castrexa. De facto, no próprio escudo da câmara municipal aparecem reflexados sete castros (Coto do Castro, Castro de Comparada, Castro de Servia, Castelo de Fruime, Castelo de São Lourenzo, Castro de Berrimes e Castro do Lourido).
Da época da romanización conserva-se o topónimo da câmara municipal, procedente da palavra celtolatina lausia, que corresponde aos xistos ou lousas que tanto abundan nessa freguesia (montes de Aldeagrande, Seoane e Cruído.
Na Idade Média fundou-se o mosteiro de Toxos Outos, na beira direita do rio de São Justo. No tombo de são Justo, do século XII, aparece reflectida muita documentação da época medieval. No século XVII o mosteiro foi anexionado ao de Sobrado dos Monges, convertíndose em priorato do mesmo. Já com a desamortización de Mendizábal desintegrouse por completo, convertíndose na igreja parroquial de São Justo de Toxosoutos e perdendo a autonomia xurisdiccional que tivera na Idade Média.
A câmara municipal de Lousame conformou-se como tal em 1836, quando tinha 3.514 habitantes. Foi anexionada a freguesia de São Martiño de Fruime (que pertencia à Câmara municipal de Boiro ) e a de São Xoán de Camboño (Porto do São). Amais, a freguesia de Santa María de Roo, que pertencia à xurisdición de São Justo, passou à câmara municipal de Noia.
A casa consistorial está na aldeia de Portobravo desde a década de 1950, se bem até então estivera no lugar de Cruído. Nessa época atingiu-se o período de máxima población (6.555 habitantes) devido ao auxe das explorações mineiras de Finx.
Na década de 1880 o britânico Thomas Winter Burbury solicitou a concessão para uma mina de estaño depois de realizar algumas prospeccións na comarca. O seu sobrinho, Henry Winter Burbury, seguiu fazendo prospeccións. Em 1890 aparece como proprietário da concessão Phoenicia, inscrita no registro da propriedade de Noia , ubicada em São Fins. A companhia inglesa The São Finx Tin Mines Limited registou a concessão mineira de estaño Phoenicia, sita no lugar de Cova dos Mouros, perto da aldeia de Froxán. Contudo, a toponimia de lugares do entorno (Fonte Ferreiros, O Agro do Forno...), leva a pensar que já anteriormente esta fora zona de exploração e fundición de minerais.
Até o remate da guerra civil a exploração passou por mãos de diversos ingleses. Desde 1933 o proprietário fora Alfred Burne, que residiu na casa da gerência construída pelos seus antecessores. Nessa etapa o mineral extraído era principalmente o estaño, dado que ainda não se conheciam muitas aplicações para o volframio.
Durante a Segunda Guerra Mundial cresceu a demanda da Alemanha e Inglaterra do volframio, o que provocou à chegada à mina de centos de trabalhadores, dada a situação existente de miséria de posguerra. O lugar converteu-se num fervedoiro de gente. Havia quem ficava a dormir nas aldeias próximas às minas, trabalhando a nível superficial na zona livre 1 (área não estava incluída na concessão mineira, explorada por Indústrias Gallegas S.A. desde 1941, depois de ser nacionalizada a mina ao rematar a guerra civil). Esta actividade, frequentada por trabalhadores de outras actividades que acudiam em épocas de especial escasez, era conhecida como "andar à roubacha" ou "ir às pintas".
O colectivo feminino formava uma importante parte do contingente dos habitantes e trabalhadores das Minas, tanto das trabalhadoras das minas (com e sem contrato laboral), como das que se dedicavam a outros trabalhos, como serviço doméstico, ónus de vagões, separação e secado do mineral, augadoras ou ónus de lenha.
Em todas as épocas de actividade mineira houve uma alta mortalidade entre a classe operária da zona, devido às condições de trabalho com pó em suspensão, o que provocava a morte por silicose. Amais, havia casos de abatementos de galerías e asesinatos por causa do estraperlo.
A partir da década de 1960, devido à queda do preço dos minerais, foi decaendo a actividade da exploração, que rematou a finais da década de 1980. Na actualidade está-se a rehabilitar o povoado da mina, e a antiga escola foi acondicionada como museu e centro de interpretação.
Das cinco fábricas de papel que chegoua haver à veira dos rios Vilacoba e São Justo, esta foi a mais importante, fundada em 1863 pelo matemático e xeógrafo Domingo Fontán. Estava situada na ribeira esquerda do Vilacoba, à altura do lugar do Castro. O edifício, de planta rectangular, tinha coberta a duas águas e grande quantidade de janelas dispostas de modo rítmico. Esta arquitectura era funcional, pois as janelas serviam para ventilar o interior para o secado do papel. Havia dois níveis de catorze janelas, tendo o corpo mais sob mais quatro aberturas grandes. A água chegava através de um canal de pedra de comprimento considerável e com muita capacidade, que recolhia a água rio arriba.
Igreja de São Justo |
Antiga casa parroquial de São Justo. Hoje albergue. |
Rio São Justo |
Cascata em Toxos Outos |
Moas dos muíños em Toxos Outos |
Restos do antigo mosteiro em Toxos Outos |
Para uma lista completa de todos os lugares da câmara municipal de Lousame veja: Lugares de Lousame.
| Galiza | Província da Corunha | Freguesias de Lousame. | |
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Camboño (São Xoán) | Fruíme (São Martiño) | Lesende (São Martiño) | Lousame (São Xoán) | Tállara (São Pedro) | Toxos Outos (São Justo) | Vilacova (Santa Eulalia) |
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