| Meira | |
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| | |
| Situação | |
| Xentilicio[1]: | Meirao - Meirego - Meirense |
| Geografia | |
| Província: | Província de Lugo |
| Comarca: | Meira |
| População: | 1.822 hab. (2008) |
| Área: | 46,5 km² |
| Densidade: | 39,18 hab./km² |
| Entidades de população: | - |
| Capital da câmara municipal: | |
| Política (2007) | |
| Presidente da Câmara: | Antonio de Dí-los Álvarez (TEGA) |
| Vereadores: | BNG: 0 PPde G: 4 PSde G-PSOE: 1 Outros: TEGA 4 |
| Eleições autárquicas em Meira | |
| Uso do galego[2] (2001) | |
| Galegofalantes: | 98,91 % |
| Sitio web oficial | |
| www.concellodemeira.com | |
Meira é uma câmara municipal da Província de Lugo na Galiza. Pertence à Comarca de Meira. Está situada ao nordés da província, entre a Terra Chá e as Serras Orientais, ao Oeste da serra de Meira, e ao lado do Pedregal de Irimia, onde nasce o Rio Minho .
Está composto pelas freguesias de Meira (Santa María) e Seixosmil (Santo Isidro).
Xentilicio (veja-se no Galizionario) : Meirao - Meirego - Meirense
Índice |
População em 2008 : 1.822 pessoas segundo o Padrón autárquico de habitantes (1.794 no 2007,1.774 no 2006, 1.780 no 2005, 1.789 no 2004, 1.806 em 2003 ).
A respeito de sua demografía, a população de Meira mermouse com a perda de superfície que supôs a constituição em 1035 de uma nova câmara municipal, Ribeira de Piquín, e passou de ser um dos municípios mais grandes da província, nesses tempos, a ser um dos mais pequenos.
Desde princípios do século XX e até 1950 a demografía quase não experimentou mudanças e a partir de 1970 começa uma etapa de estancamento, que em 1991 alcançou uma evolução negativa.
Também cabe destacar que no Verão, a população de Meira vê-se incrementada pelas numerosas famílias, turistas ou nativos que vivem fora, que vêm a passar um tempo de disfrute estival. No povo são conhecidos com as alcunhas de "limpadespensas" e nos derradeiros anos também com a alcunha de "tobias". [É preciso referência]
| Evolução da população de Meira - desde 1900 até 2004 - | ||||
| 1900 | 1930 | 1950 | 1981 | 2004 |
| 4.475 | 4.087 | 2.228 | 2.004 | 1.789 |
| Fontes: INE e IGE
(Os critérios de registro censal variaram entre 1900 e 2004, e os dados do INE e do IGE podem não coincidir.) | ||||
A história desta vila está directamente relacionada com a fundação de uma comunidade monástica cistercense, que alguns estudiosos datam no ano 1143.
Em 1154 , o rei Afonso VII outorgou aos Condes de Sarria , dom Álvaro Rodríguez e dona Sancha Fernández, a vila e o couto de Meira, que por aquele então era um lugar totalmente virxe.
Em 1159 , o filho de Alfonso VII, Fernando II, concedeu-lhe a Meira a isenção do pagamento da peaxe e o portazo em todo o reino.
Os bens do mosteiro cisterniense, chamado mosteiro de Santa María de Meira, foram medrando, graças à donacións da monarquia. Paralelamente, também medrava a cobiça dos poderosos, que se levantaram contra os monges. Fernando II teve que redigir um decreto real, convidando aos obispos de Oviedo e Lugo a apoiar a comunidade monacal de Meira. Não obstante os saques não proviam só da sociedade civil, senão também da própria igreja.
Mas no ano 1515, e graças à união do mosteiro com a Congregación de Castelhana, este viveu os seus anos de maior esplendor, com a fundação da Faculdade de filosofia.
A escola funcionou como centro cultural de primeira ordem, até a invasão napoleónica. O mosteiro sofreu as consequências de ter instalado um hospital ao serviço das tropas. Depois da invasão, os monges voltaron e repararam o mosteiro em ruínas, maila nunca mais recuperou o seu esplendor. Hoje em dia só fica a igreja de Santa María de Meira e o edifício no que se situa a Casa da Câmara municipal.
No apartado de história dever-mos-ia falar também do escudo de Meira, que podemos observar na seguinte imagem. Sobre o fundo azul, no lado direito, de branco, o braço de maije empuñando o báculo abacial de ouro, e sobre dele, uma flor de lis. No lado esquerdo a mitra abacial, e outra flor de lis. Cruzando o escudo, temos uma banda axadrezada de prata e golos, e sobre o escudo a coroa real cerrada.
O município de Meira encontra no Noroeste da província de Lugo, entre a Terra Chá e as serras orientais. O relieve é algo acidentado, e no alto da serra de Meira está O Pedregal de Irimia, nascimento do rio Minho. Climatoloxicamente, isto traduz-se num clima oceánico de montanha, com precipitações durante todo o ano, com excepção dos meses de Julho e Agosto. No Inverno, e num curto periodo de dias, o normal e ter algo de neve.
Como já destacamos na história de Meira, a vila deve-lhe a sua existência aos monges cistercienses, que construiron já no século XII, o mosteiro de Santa María de Meira, impulsor durante muitos séculos da vida cultura e económica da província.
Nestes dias pouco se conserva do mosteiro primitivo, mas ainda se conserva a Igreja de Santa María de Meira, um dos monumentos románicos mais importantes da Galiza e nomeada Monumento Histórico Nacional desde 1931. Esta igreja, tem influência da arquitectónica Borgoñona (importada da França) e está exenta totalmente da influência Compostelá.
A igreja tem planta de cruz latina, com três naves no braço maior e uma de cruzeiro. Tem também cinco capelas na cabeceira, todas elas cobertas por abóbadas de médio cañón apontado. No interior conserva-se sepulcros com relieves e o escudo dos Bolaño, uma lápide abacial e vários retablos, entre os que destaca o maior, de estilo neoclásico, e o cruzeiro, ámbolos dois do século XVII. Também se conserva uma colecção de orfebrería sacra.
Em arquitectura eclesiástica ademais devem nomerarse a Capela de Paredes, de Pranta rectangular e a de Vilar de Mouros, conhecida também por Ermida de São Pedro.
A respeito de arquitectura civil cabe destacar a Casa da Xesteira com uma pedra de armas decorada com uma inscripción alusiva aos Velez i Mendoza, de 1731 , e também a casa do Mosteiro.
Ademais de todo o anterior, em Meira podemos encontrar o dolmen O Cortello da Velha, Medorras de Paredes e Medorras de São Martín de Lua.
Meira pode presumir de uma paixase espectacular e virxe. Está rodeada por florestas e montes, e bañada pelo rio Minho. Também é possível disfrutar da rota Minho-Eo, os dois rios mais importantes da província (e o Minho, da Galiza).
Na parte oriental do município está a cascata da Mexadoira, no chamado rego de Murias e na beira do rio Eo encontra-se a área recreativa A Treita. As árvores mais habituais destes florestas são os carballos, bidueiros e castiñeiros. A flora autóctona, a parte das árvores mencionadas, a compõem toxos, xestas, uz... que poblan todos os caminhos e florestas.
A fauna com a que nos podemos encontrar na comarca é muito numerosa, só nomearemos algumas espécies: Perdices, paspallás, pombos, lobos, raposos, corzos, xabarís... Nos rios, as troitas e as anguías são as protagonistas e já no Eo podemos encontrar também salmóns.
Tudo isto faz de Meira um lugar muito atractivo para os amantes da natureza, da caça e da pesca.
Menção a parte merece O Pedregal de Irimia, nascimento do rio Minho. É aqui onde manam as primeiras fontes do rio Minho, águas que vão a dar à lagoa da Fonmiñá, na Pastoriza.
"Gente de Meira tropa ligeira"
A alameda de Meira, no centro da vila. |
Colexiata de Sta. María e Câmara municipal de Meira. |
Parte traseira da actual casa da Câmara municipal de Meira. |
Lateral da colexiata de Sta. María em Meira. |
Para uma lista completa de todos os lugares da câmara municipal de Meira veja: Lugares de Meira.
| Galiza | Província de Lugo | Freguesias de Meira. | |
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