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O Valadouro

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O Valadouro
Escudo de O Valadouro
Situação
Situacion O Valadouro.PNG
Xentilicio[1]: Valadourés
Geografia
Província:Província de Lugo
Comarca:Marinha Central
População: 2.210 hab. (2008)
Área: 110,5 km²
Densidade: 20,00 hab./km²
Entidades de população: 10 freguesias
Capital da câmara municipal:Ferreira
Política (2007)
Presidente da Câmara:Eulogio Fernández Sampayo (PP)
Vereadores:BNG: 2
PPde G: 5
PSde G-PSOE: 3
Outros: TEGA 1
Eleições autárquicas no Valadouro
Uso do galego[2] (2001)
Galegofalantes: 98,37 %
Sitio web oficial
www.valadouro.org

O Valadouro é uma câmara municipal da província de Lugo, pertencente à comarca da Marinha Central. Segundo o INE a sua população no 2007 era de 2.227 habitantes (2.233 no 2006, 2.268 no 2005, 2.305 no 2004, 2.328 no 2003). O seu xentilicio (veja-se no Galizionario) é Valadourés.

Índice

História e património

Os restos humanos mais antigos pertencem ao paleolítico.

O xacemento de Chao da Cruz encontra na planície do Cabalar-A Veiga Rubia, ao pé do couto do Cadramón. Nele encontraram-se uns dois mil utensilios de suporte tipo lasca de cuarzo, cuarcita e cristal de rocha, assim como núcleos sobre canto e prisma e abondantes restos de talha, de reduzidas dimensões e quase não retocados.

O xacemento das Penas do Carballido encontra no campo do Carballido, perto de Ferrocente. Nele encontraram-se 52 úteis sobre lasca de cuarzo, cristal de rocha, sílex e cuarcita.

Neolítico

Do neolítico conservam-se diversas mámoas.

A Casa dos Mouros, em Budián, está muito mal conservada, e conta com dois esteos verticais. Outra das pedras foi movida para o fondal do cercado, onde está chantada. A arca da Pena Moura, situada em Budián, não conserva a pedra cobertora. O Forno dos Mouros, situada nos Chaos, na freguesia do Cadramón, conserva três lastras verticais e outra soterrada, mas não a cobertora. A mámoa do Chao das Forcadas, mantém a carcasa de pedras de forma circular e o cone de violação. A arca das Forcadas conserva dois esteos, com a cobertora movida. A arca do Carballo Seco tem três esteos, dois deles com um ângulo recto muito bem traçado. A pedra cobertora está movida. O dolmen de Ramasquide conserva dois esteos verticais e a coberta, com uma pedra natural fechando o fundo. O chão da câmara também tem pedra. A arca do Padorno, também é chamada dolmen de São Tomé, do Chao do Padorno, mámoa do Curro ou Caselo de Couso, por estar situada no Cortello de Couso. Nela podem-se observar a câmara funeraria, formada por quatro esteos, e a coberta, em forma de pequena elevação artificial do terreno. Nela acharam-se 20 fragmentos de cerâmica lisa e 1 lasca de cuarzo. No Chao da Arca há um conjunto de três mámoas. Uma delas, com cone de violação, conserva três esteos verticais e uma pedra mais no fundo da câmara. As outras duas estão bem conservadas. No Coto do Carballo há duas mámoas, outras duas no Campo de Chaos, 3 em Sabucedo, outra em Vilacampa, e outra na Granda.

Idade de Bronze

Da idade de Bronze conserva-se uma cruz ou estela antropomorfa, conhecida como o Pau da Velha. É uma cruz exenta, de factura tosca, de uma só peça, case plana, com os braços quase não realizados.

Cultura castrexa

Da cultura castrexa conservam-se numerosos povoados castrexos, como o castro de Lagoa, o de Recaré, São Tomé e Castro de Ouro, de Bacoi, Santa Cilla, Budián e Santa Cruz.

Da primeira época conservam-se as Brosas de Recaré e o caldeiro do Chao de Currás. Este caldeiro de bronze foi encontrado em 1871 por Jenaro Villamil Castro. De forma cónica, está formado por láminas de bronze batido remachadas na sua união e duas argolas de latón que sujeitavam a asa. Tem Ornamentos representando espirais e porções de círculos concéntricos. Tem 30 cm de diámetro na boca, pouco menos no fundo e algo mais de altura.

Posteriores são três torques de ouro. Da posterior romanización conservam-se moedas e cerâmica.

Idade Média

Durante a Alta Idade Média a zona seguiu organizada por tribos, dedicada ao pastoreo com uma agricultura rudimentaria. O território esteve vencellado à diocese de Britonia, assentada no norte da província de Lugo.

No século XV esteve enclausurado o marechal Pardo de Cela na fortaleza do Castro.

No século XIX formou-se um núcleo económico na Ferreiro, devido ao estabelecimento de mercadores e comerciantes procedentes de Castela. Este núcleo medrou com o regresso de comerciantes desde Cuba a finais do século XIX, e o 27 de Janeiro de 1894 a regente María Cristina deu-lhe a Ferreira o título de Vila.

Persoeiros do Valadouro

Galería de imagens

Lugares do Valadouro

Para uma lista completa de todos os lugares da câmara municipal do Valadouro veja: Lugares do Valadouro.

Freguesias

Galiza | Província de Lugo | Freguesias do Valadouro

Budián (Santa Eulalia) | O Cadramón (São Xurxo) | Ferreira (Santa María) | Frexulfe (Santa Eulalia) | A Laxe (São Xoán) | Moucide (Santo Estevo) | Recaré (São Xiao) | São Tomé de Recaré (São Tomé) | Santa Cruz do Valadouro (Santa Cruz) | Vilacampa (Santa María)

Notas

  1. Veja-se no Galizionario.
  2. Dados de 2001 publicados em 2004.
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