O hino galego, conhecido como Os Pinos, é o hino da Galiza como entidade política. O texto está tirado do poema Queixumes dos pinos[1] de Eduardo Pondal, concretamente das duas primeiras partes, e a música é da autoria de Pascual Veiga.
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Estreou na cidade da Habana o 20 de Dezembro de 1907 e, ao igual que bandeira da Galiza, é fruto da emigración. Desde 1907 até 1923, o hino galego foi cantado por rexionalistas e agraristas nos seus actos e devagariño foi sendo aceite e reconhecido como tal, impondo-se a outras propostas como o Hino da Acção Gallega. Quando se proibiu o uso durante a ditadura de Primo de Rivera, as sociedades galegas da América do Norte intensificaram o seu interesse pela sua interpretação pública. Durante a Segunda República atingiu um verdadeiro grau de reconhecimento, porém não chegou a ser considerado oficialmente como Hino da Galiza.
Sofreu um rexeitamente frontal durante o período do franquismo no Estado Espanhol, e mesmo durante a etapa de aperturismo só se cantava, todo o mais, em actos culturais, e unicamente a modo de simples canção, uma mais de tantas do vasto folclore galego. Desde 1960 começa a interpretar-se de modo mais explícito, ainda que disimulando os seus aspectos ideológicos. Em concreto, cantava-se só a primeira parte. Em 1975 , enquanto tinham lugar uns actos folclóricos na festa do Apóstolo, a gente começou a se erguer das cadeiras para entoá-lo. Ao ano seguinte instaurou-se este costume de modo definitivo na praça da Quintana, sendo assim mesmo ratificado pelas autoridades competentes e assistentes ao acto. Ao cabo, a maioria dos partidos não nacionalistas havê-lo-iam assumir no decorrer da campanha eleitoral de 1977.
A primeira gravação da que se tem constancia realizou-a o Coro Cantigas e Aturuxos de Lugo o 19 de Novembro de 1918 .
O texto do hino é fruto da correspondência que mantiveram Eduardo Pondal e Pascual Veiga em 1890 , no que o compositor lhe solicitava ao escritor um texto para uma partitura que ia apresentar com motivo de um certame que ia eleger o melhor hino galego para o caso que o prêmio resultasse deserto. Depois de várias redacções enviou-lhe um primeiro texto que intitulou Breogán. Pascual Veiga solicitou-lhe algumas mudanças na acentuación para adaptá-lo ritmicamente à música.
O texto definitivo publicou-se já como Os Pinos pela primeira vez o 22 de Maio de 1890 num folleto do certame musical que convocara o Orfeón nº 4 da Corunha para eleger a melhor Marcha Regional Galega. O texto apareceu também n'A Monteira e nele Eco da Galiza da Habana. No final, ainda que houve ensaios, o hino não se chegou a interpretar. A maioria das versões do texto derivam do texto que apareceu na número 18 da revista Galiza da Habana em 1905. Em 1935 o texto integrou-se na segunda edição, realizada pela RAG, de Queixumes dos pinos, base das versões modernas do texto
O motivo central do texto é que Galiza deve acordar do seu são-no (apatía política) e empreender o caminho para libertação. Para isso deverá escutar a voz dos rumorosos pinheiros, ou seja, o povo galego como entidade nacional histórica.
O nome do país não figura em nenhuma parte no poema, como é habitual em Pondal, e fazem-se referências metafóricas ao "Fogar" e à "Nazón" de Breogán .
Ademais do celtismo e do helenismo sempre presentes na obra de Pondal, foi a sua capacidade para penetrar nos sentimentos do povo e expressar as suas aspirações fundamentais, o que possibilitou o seu sucesso.
Em 1890 , quando foi escrito o poema original, ainda não existia uma norma ortográfica estabelecida do idioma galego. A letra do hino oficializada em 1984 seguiu a normativa ortográfica vigente (Normas Ortográficas e Morfolóxico do Idioma Galego) no supracitado ano, pelo que, consequentemente, existem certas diferenças gráficas entre a letra do hino e a versão original do poema de Eduardo Pondal.
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Letra original de 1890
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Letra de 1984
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A letra original de 1890 foi o primeiro texto que se publicou d'Os Pinos, que apareceu o 22 de Maio de 1890 no folleto com as obras apresentadas ao certame musical convocado pelo Orfeón nº 4 da Corunha que dirigia Pascual Veiga.