| Padrenda | |
|---|---|
| Situação | |
| Xentilicio[1]: | Padrendés |
| Geografia | |
| Província: | Província de Ourense |
| Comarca: | Terra de Celanova |
| População: | 2.367 hab. (2009) |
| Área: | 57,0 km² |
| Densidade: | 42,19 hab./km² |
| Entidades de população: | 99 entidades singulares repartidas em 6 freguesias |
| Capital da câmara municipal: | São Roque de Crespos |
| Política (2007) | |
| Presidente da Câmara: | Manuel Pérez Pereira (PP) |
| Vereadores: | BNG: 1 vereador PPde G: 7 vereadores PSde G-PSOE: 3 vereadores Outros: - |
| Eleições autárquicas em Padrenda | |
| Uso do galego[2] (2001) | |
| Galegofalantes: | 98,49 % |
| Sitio web oficial | |
| http://www.concellodepadrenda.com | |
Padrenda é um município pertencente à comarca da Terra de Celanova, ao oeste da província de Ourense, a 340 metros de altitude. Perto do Baixo Minho, o termo tem 57 km². Segundo o IGE no ano 2009 tinha 2.367 habitantes (2.530 em 2003 ).
| Evolução da população de Padrenda - desde 1900 até 2004 - | ||||
| 1900 | 1930 | 1950 | 1981 | 2004 |
| 4.142 | 4.038 | 4.887 | 5.041 | 2.479 |
| Fontes: INE e IGE
(Os critérios de registro censal variaram entre 1900 e 2004, e os dados do INE e do IGE podem não coincidir.) | ||||
| Censo Total | 2.367 |
| Menores de 15 anos | 187 (7.9%) |
| Entre 15 e 64 anos | 1.287 (54.87%) |
| Maiores de 65 anos | 893 (37.72%) |
Índice |
Os restos de poboamentos humanos mais antigos da câmara municipal datam de há 5.000 ou 4.000 anos, com diferentes asentamientos megalíticos com túmulos sepulcrais à beira do rio Minho e nas mámoas da Bandexa.
Da alta idade média ficaram sepulcros baixo o largo de São Roque, em Crespos, e a toponimia de lugares como Desteriz ou Esmoriz, devidos seguramente a algum poseedor suevo.
Nos séculos XI e XII o mosteiro de Santa María de Fiaes dispunha de grandes terrenos na zona, bem por doações, bem por aquisições. Não documento de 1240 do Tombo do mosteiro diz-se:
In Dei nomine. Notum sit omnibus tam presentibus quam futuris quod ego Michael Martini et uxor bale Marie Genesii cum filiis et filabus nostris scilicet Petro Fernandii et Marina Fernandi et Martino Fernandi facimus cartam venditionis et fimitudinis tibi Iohani Alfonsi cognato balo de nostra hereditate quam habemus in villa que dicitur Pradaneda et vocatur ipsa hereditas in loco qui vocant Barral sub sala de aulas Sancti Cipriani pró L sl… et ego M. Martini una com um uxore bale accepimus a te duo salários et medium pró roboratione… Facta carta venditionis sub e.ª M.ª CC.ª LXX.ª VIII.ª Regnante in Legione rege domno Fernando. Tenente Castellum Sancte Crucis Martino Velasci. In Auria episcopo domno Laurentio. Qui presentes fuerunt: Alfonsus Martini clericus ts. Pelagius Martini ts. Suerius Petri ts. Petrus Martini ts. Petrus Garsie prior ts. Pelagius qui notuit.
O mosteiro de Ramiranes no século XIII também quis fazer valer os seus direitos sobre velhas posses em Grixó e A Torre.
Desde finais do século XIV as terras pertenceram ao mosteiro de Celanova, que concedia foros aos vizinhos da localidade. Na freguesia de Monte Redondo existia um priorato Bernardo (da ordem do Císter), como testemunham vários documentos:
...anho de 1466 Francisco...recebe em fuero ele lugar da granja...;
anho de 1505 lugar da granja a Gonzalo em fuero...;
em 1619 ele monasterio de Celanova cede em foro a Antonio Alvarez da Granja, vecino de Monterredondo los bienes siguientes, casa, corral....
Segundo Manuel Murguía, o 12 de Novembro de 1836 este convento de bernardos passou a ser parroquial por R.Ou.
Já na idade média estas terras eram passo comum dos peregrinos portugueses que queriam passar por Ribadavia fazendo o caminho de Santiago, através de uma via romana perpendicular à Via XVIII por Pontedeva, Carreira e Põe-te Barxas. Fazendo esta uta, a rainha Isabel de Portugal parou na capela de Santa Isabel (Lordelo).
Devido a este trânsito de peregrinos, no Condado criou-se um Hospital de Peregrinos, do que ainda se conserva o seu Lauda com cruzes aos dois lados. O Hospital pertencia aos Cavaleiros Templarios da ordem de São Xoán de Jerusalém . No século XI e XII este território foi um lugar que enfrentava os ataques do reino de Portugal contra o reino da Galiza, sendo necessária a protecção dos peregrinos.
Este Hospital deixou o topónimo da feligresía de Santa María do Hospital do Condado, como se vê em vários foros antigos:
...anho de 1448 Julio do condado recebe em foro ele cas1 do condado em Sta María do ospital pte...e pelo vigueiro de bogon com rego do ospital.
anho de 1565... Estevan fernandez rezive em foro ele cas1 do condado em Sta María dele hospital de diezisiete fanegas em semiente, pte com bigueiro de labandeyra...
Assim mesmo, há constancia toponímica de outro hospital perto de Santa Maria de Vilar. Este hospital convertiuse em esquadra militar durante a guerra civil espanhola.
Durante a idade média construíram-se outras fortalezas em Desteriz, O Castelo (Bandexa), ou Grixó (actualmente recuperada como casa de turismo rural) que ainda conserva uma torre, e que se documenta como levantada entre 1580 e 1660, durante a guerra da independência portuguesa em tempos de Filipe II de Espanha. Esta rede de fortalezas estava comunicada pela Verea de Milmanda, com pontes e pontillóns coma a de Esmoriz, já mencionada em foros cara 1620, ou a de Vos Liños. Esta Verea comunicava com o alcázar de Milmanda.
Em 1545 houve um preito entre o mosteiro de Celanova e Urraca de Moscoso sobre a xurisdición de Padrenda.
Em 1487, constatado num documento referente a uma visita pastoral, a antiga divisão eclesiástica repartia-se entre Arcedianatos, Chantrías, secção à que pertencia Crespos ou A Torre, e como tal deviam pagar Chantre e feligreses.
No século XVII, com a chegada do millo desde América do Norte, construíram-se muíños em muitos dos rios e regatos da câmara municipal, seguindo algum deles em funcionamento. Também nessa época se construíram bastantees horreos.
Em 1750, no interrogatório do Marques de Ensenada alegava que:
...este território era de senhorio, jurisdición dele Marques de Malpica y Mancera, Conde de Gondomar quien ponía corregidor y justicia ordinária; también teniente corregidor quien despachaba sus títulos. Lo mismo hacía com las escribanías de número, sin que por ello percibiese derechos algunos.
Este marquês tinha o direito de Luctuosa. Percebia ademais direitos de vasalaxe (190 reais de Vellón, e 18 reais e 17 maravedíes por São Xoán). Também recebia o pago da Alcabala nova e o da Alcabala velha, que sufragaban ao supracitado marquês de Malpica por concessão real, e que supunha uns ingressos de 826 maravedies lhos vê ao ano.
Assinalava também que deviam pagar o diezmo, a primicia e o de Pascua, numa proporção consideravelmente alta por frutos, colheita e gando.
A maioria das igrejas e templos foram construídas entre finais do século XVII e o XIX, substituindo estes templos barrocos aos mais antigos, possivelmente de origem románica.
A princípios do século XIX as terras pertenciam às câmaras municipais da Torre e Desteriz, pertencentes ao partido judicial de Bande . Unificaram-se em 1836 baixo o nome de Padrenda, ainda que seguiu sendo conhecido pelo nome de Milmanda.
Durante a guerra civil a câmara municipal foi lugar de passagem cara Portugal. Por Ponte Barxas escaparam perseguidos como Desiderio Comesaña ou Ubaldo López. Depois da guerra civil esta terra conheceu o contrabando (ou "Ramboya"), que possibilitou a sobrevivência dos seus vizinhos ante a fome e a escasez, apesar do risco da presença da Polícia civil, que não só requisaba o material, senão que chegava a matar. Este contrabando levava-se a cabo com a vila de Castro Leboreiro. Mostra dele é o pasodoble "A Ramboya", que em seguida foi conhecido pólo sul da Galiza.
Na câmara municipal cultívase millo, patacas, árvores frutais e vindes. Existe gando vacún e porcino. Há uma pedreiro de granito e uma central hidroeléctrica na Frieira. Existem também manufacturas da madeira, havendo carballos, pinheiros e castiñeiros.
Pode-se disfrutar de uma viagem em catamarán à beira do Minho, assim como rafting e pontismo. Dentro da caça destacam a do coelho e a do xabarín, e na pesca, a troita e a anguía.
No núcleo urbano encontra-se a igreja de São Roque.
Para uma lista completa de todos os lugares da câmara municipal de Padrenda veja: Lugares de Padrenda.
| Galiza | Província de Ourense | Freguesias de Padrenda. | |
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O Condado (Santa María) | Crespos (São Xoán) | Desteriz (São Miguel) | Monte Redondo (São Xoán) | Padrenda (São Cibrán) | São Pedro da Torre (São Pedro) |
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