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Por uma banda está a fábrica de massa de papel de celulosa da empresa Ence (Empresa Nacional de Celulosas). Esta massa é enviada a outras fábricas para ser tratada e fabricar o produto final, se bem é o processo de fabricação da massa o que mais afecta ao meio ambiente.
A outra é uma indústria electroquímica da empresa Elnosa. Abastece produtos químicos (maiormente cloro) para utilizar na fabricação desta massa de papel e mesmo para outras indústrias.
O complexo está situado a médio caminho entre a cidade de Pontevedra e Marín, e ocupa uma zona de alto valor ecológico: está entre um importante banco marisqueiro na ria de Pontevedra, e a Escola de Capataces Florestais e CIF (Centro de Investigações Florestais) de Lourizán, dependente do CSIC e que data de princípios do século XX.Ambas as duas fábricas vêm sendo objecto de cada vez maior polémica, e instalaram-se mediante imposición no franquismo. Ainda os habitantes da boa vila lembram que, às manifestantes que detinham nas manifestações em protesto da implantação, rapábanlles a cabeleira antes de deixar na rua. Ao longo dos anos foi medrando a contestación social da vila, que sofre diariamente os cheiros dos seus emissores, e criou-se a Associação Pela Defesa da Ria. Com o tempo demonstrou-se a concentração de metais pesados no produto do marisqueo do esteiro do Lérez (obrigado provavelmente também ao contributo de Tafisa) e começaram as acções legais, ainda em curso. Na actualidade, dentro do recinto da indústria há uma estação de tratamento de águas residuais mas parece que segue havendo problemas com o emissor submarino. Outras papeleiras (por exemplo a de Brandía, na Barcia, perto de Laraño, Santiago de Compostela) causaram menor polémica social devido ao seu menor tamanho e ao maior respeito com o meio natural.