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Portugal

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República Portuguesa
Bandeira de Portugal Escudo de Portugal
Bandeira Escudo
Hino nacional: A Portuguesa
 
EU-Portugal with islands circled.svg
 
Capital
 • População
Lisboa
564,477
Cidade mais povoada Lisboa
Línguas Português1
Forma de governo República
Presidente
Primeiro-ministro
Aníbal Cavaco Silva
José Sócrates
Fundação
Independência de facto: 24 de Junho de 1128.

da república: Revolução de 5 de Outubro de 1910

Superfície
 • Total
 • % água
Fronteiras
Costas
Posto 111º
92.391 km²
0,5
1,214 km
1,793 km
População
 • Total
 • Densidade
Posto 76º
10,566,212
109 hab./km²
PIB (nominal)
 • Total (2006)
 • PIB per cápita
Posto 35º
US$ 194.989 milhões
US$ 18.465 (2006)
PIB (PPA)
 • Total (2006)
 • PIB per cápita
Posto 41º
US$ 239.473 milhões
US$ 22.677 (2006)
IDH n/d
Moeda Euro2 (€, EUR)
Xentilicio Português / a
Fuso horário
 • em Verão
WET (UTC) 3
EST (UTC+1)
Domínio de Internet .pt
Prefixo telefónico +351
Prefixo radiofónico CQA-CUZ / XXA-XXZ
Código ISSO 620 / PRT / PT
Membro de: ONU, UE, NATO, OCDE, OSCE

1 Ademais do português em todo o território, o mirandés é oficial em Miranda do Douro.
2 Antes de 1999 a moeda nacional era o Escudo.
3 Nas Açores, UTC-1 (UTC em Verão).

Todos os países do mundo

Portugal é um país situado no sudoeste da Europa, na zona ocidental da Península Ibérica, delimitado ao norte e ao lês-te por Espanha , ao sul e oeste pelo oceano Atlántico. O território Português compreende ademais do território continental os arquipélagos autónomos dos Açores e Madeira, situados no Oceano Atlántico, completando uma área total de 92,391 km².

Índice

História de Portugal

Artigo principal: História de Portugal.

Geografia

Situado no extremo sudoeste da Europa, o Portugal continental só faz fronteira com outro país, Espanha. O território português encontra-se dividido no continente pelo rio principal do país, o Tejo. Ao norte, a paisagem portuguesa é montanhosa nas zonas do interior com planaltos, intercalados por áreas que permitem o desenvolvimento da agricultura. Ao sul, até o Algarve, o relevo caracteriza pelas planícies, sendo as serras esporádicas. Depois do Tejo os principais rios de Portugal são, o Minho e o Guadiana, que como o Teixo nascem em Espanha. Outro rio importante, o Mondego, nasce na Serra da Estrela (serra do Portugal continental, que, com 1.993 m de altitude máxima é a principal serra do país).

Fora do continente, fazem parte de Portugal as ilhas Açores e as ilhas de Madeira.

As Ilhas Açores encontram-se no rift meio do Oceano Atlántico; recentemente algumas das ilhas do arquipélago tiveram actividade vulcânica (São Miguel em 1563 , e Capelinhos em 1957 , quem aumentou a área ocidental da Ilha do Faial). O Banco D. João de Castro é um grande vulcão submarino situado entre as ilhas Terceira e São Miguel, este encontra-se a 14 m baixo do nível do mar. Entrou em erupção em 1720 formando uma ilha, que permaneceu acima do mar durante alguns anos. Tudo isto sugere que num futuro não muito longe vai aparecer uma ilha nesse ponto. A cimeira mais alta de Portugal é o monte Bico, antigo vulcão de 2.351 m de altitude situado na ilha do Bico.

As Ilhas de Madeira, ao contrário cas Açores situadas na área do rift meio do Oceano Atlántico, encontram no interior da praca africana. A sua formação deve à actividade de um ponto quente não relacionado com a circulação das pracas tectónicas. Esta situação de estabilidade e localização no interior da praca tectónica leva a que este seja o território do país menos sujeito a sismos. A derradeira erupção vulcânica da que se tem constancia aconteceu faz perto de 6.000 anos. Hoje em dia o vulcanismo manifestasse de um modo indirecto, através da libertação de gases vulcânicos profundos e águas quentes e gasificadas. O ponto mais alto do território é o bico Ruivo com 1.862 m de altitude.

Subdivisións de Portugal

Artigo principal: Subdivisións de Portugal.

Principais cidades

Outras importantes cidades: Setubal, Faro, Agualva-Cacem, Queluz, Aveiro, Viséu, Guarda, Leiria, Odivelas, Amora, Barreiro, Rri-o Tinto, Maia, Matosinhos, Ermesinde, Guimarães, Évora, Portimão, Povoa de Varzim, Figueira da Foz, Castelo Branco, Covilhã, Chaves, Ponta Magra, Angra e Horta.

Demografía

Artigo principal: Demografía de Portugal.
Rio Douro percorrendo O Grande Porto, a segunda maior região do país

Portugal, incluindo os arquipélagos dos Açores e Madeira, tem uma população estimada em quase 11.000.000 pessoas, representando uma densidade de população de 108 pessoas por quilómetro quadrado.

Portugal é um país linguística e religiosamente homoxéneo. Os portugueses som de população Européia mediterránea. Na sua origem está essencialmente uma mistura de tribos Celtas e Íberas (chamados Celtíberos, como os Lusitanos, os Calaicos ou Gallaeci e os Conios, entre outras menos significativas, como os Bracari, Celtici, Coelerni, Eqvaesi, Grovii, Interamici, Levni, Luanqvi, Limici, Narbasi, Nemetati, Paesvri, Qvaqverni, Sevrbi, Tamagani, Tapoli, Zoelae, Turduli). Outras influências importantes foram também os romanos (o português deriva do Galego-português, que por sua vez deriva do latín), os Visigodos e os Suevos, todos os quais povoaram o que é hoje território português. Influências menores foram os Gregos e os Fenicios-Cartaxineses (com pequenas feitorías comerciais costeiras semi-permanentes), os Vándalos (Silingos e Asdingos) e os Alanos (ambos expulsados ou parcialmente integrados pelos Visigodos).

No censo do ano 2001, a população do país era de 10.356.117 de habitantes, dos cales 52% eram mulheres e o 48% homens. Portugal, historicamente um país com uma comprida tradição migratoria,[1] converteu-se num país de acubillo,[2] não só para os imigrantes das antigas posses portuguesas da Ásia e África; a finais do ano 2003, os imigrantes legais representavam 5% da população, sendo as maiores comunidades as dos imigrantes procedentes do Brasil, Ucraniana, Roménia, Cabo Verde, Angola, Rússia, Guiné-Bissau e Moldavia e outros países da América do Norte latina, China e a Europa do lês-te. A meirande parte dos portugueses som católicos, ainda que, muitos destes consideram-se não praticantes, especialmente nas zonas urbanas.

As cidades mais povoadas do país são Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Amadora, Braga, Coimbra, Almada, Funchal, Setúbal e Guimarães. Existem sete áreas metropolitanas (GAMs): Algarve, Aveiro, Coimbra, Lisboa, Minho, Porto e Viseu.

Clima

O clima português vária consoante com a altitude, variando entre temperaturas elevadas e ambiente seco nas comparativamente baixas regiões do Sul e temperaturas médias menores com ambientes húmidos na zona norte.

As chuvas são constantes durante todo o ano com a excepção do período compreendido entre Julho e Agosto, durante o que são virtualmente nulas.

Política

Veja-se também: Reis, rainhas e presidentes de Portugal e Forças Armadas Portuguesas

Em Portugal existem quatro Órgãos de Soberania, o Presidente da República, a Assembleia da República (parlamento), o Governo e os Tribunais.

O Presidente da República é o Chefe de Estado e é eleito por sufraxio universal para um mandato de cinco anos, e exerce uma função de fiscalização sobre a actividade do Governo.

A Assembleia da República funciona em Lisboa , no Palácio de São Bento e é eleita para um mandato de quatro anos e neste momento conta com 230 deputados, eleitos em 22 círculos plurinominais em listas de partidos.

O Governo preside-o o Primeiro-ministro, que é por regra o líder do partido mais votado em cada eleição legislativa e é convidado nessa forma pelo Presidente da República para formar Governo. O Primeiro-Ministro é quem nomeia os Ministros.

Os Tribunais administram a justiça em nome do povo, defendendo os direitos e interesses dos cidadãos, impedindo a violação da legalidade democrática e dirimindo os conflitos de interesses que ocorram entre diversas entidades.

O panorama político português está dominado por dois partidos, o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD), estes dois têm dividido as tarefas de governar e de administrar a maioria das autarquías praticamente desde a instauración da democracia. Ainda bem, partidos como o Partido Comunista Português (PCP), que detém ainda a presidência de autarquías e uma influência maior junto do movimento sindical ou o Centro Democrático Social (CDS) que já governou em coligação. São também partidos importantes o Bloco de Esquerda (BÊ) e o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).

Economia

Artigo principal: Economia de Portugal.

Ao longo dos últimos 40 anos Portugal foi o país da OCDE com uma maior taxa de crescimento do PIB, com a excepção da Irlanda (fonte: OCDE).

Aderindo à União Européia em 1986 , o país iniciou então um período de fortes reformas e de elevados investimentos em infra-estruturas que se reflectirão numa rápida aceleração do crescimento económico. Entre 1970 e 2003 o PIB 'per capita' medido em PPP (Paridade do Poder de Compra) cresceu de pouco mais de 50% para perto de 70% do mesmo indicador para a média da União Européia (fonte: OCDE).

Portugal foi dos primeiros países seleccionados para a fase final da União Económica e Monetária, iniciando a introdução do Euro como moeda a partir de 1 de Janeiro de 1999 (a circulação de bilhetes e moedas iniciou-se o 1 de Janeiro de 2002 ). A participação no Euro obriga o país ao cumprimento das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento, obrigando ao controlo das contas públicas e da inflação, mas assegurando ao país níveis mínimos históricos da inflação.

Actualmente a estrutura da economia baseia nos serviços e na indústria, que representam 67,8% e 28,2% do VAB (Fonte: INE, 2004).

Turismo

Marinha de Vilamoura, no Algarve

O Vale do Rio Douro, incluindo as gravados paleolíticas de Foz Côa, a serra da Estrela e o parque nacional da Peneda-Geres.

Na região de Lisboa é preciso destacar a "Costa do Estoril" e a "Costa da Caparica" como locais de veraneio para os habitantes da cidade de Lisboa. Entre Cascais e Sintra encontra-se o ponto mais ocidental do continente europeu (só incluindo a parte continental, excluindo as Açores), o Cabo da Roca.

Cultura

Artigo principal: Cultura de Portugal.

Portugal desenvolveu uma cultura de seu fruto das diversas civilizações que deixaram a sua pegada no país durante séculos.

Torre de Belém, construída na década de 1510 é um símbolo da Era das descobertas, Lisboa

A literatura portuguesa desenvolvida a partir das cantigas e da tradição oral é uma das literaturas mais antigas da Europa ocidental. Até 1350, os trobadores galegoportugueses espalharam a sua influência literária a toda a península Ibérica.[3] Gil Vicente (que. 1465-que. 1536), foi um dos fundadores da tradição dramática tanto em Espanha coma em Portugal. O aventureiro e poeta Luís de Camões (que. 1524-1580) escreveu o poema épico Os Lusíadas, com as Eneidas de Virxilio coma principal influência. A poesia moderna portuguesa encontra-se fondamente arraigada nos estilos neoclásico e contemporâneo, tal e como exemplificou Fernando Pessoa (1888–1935). A literatura moderna portuguesa está representada por autores da só de Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Sophia de Mello Breyner Andresen, e António Lobo Antunes. Em especial cabe destacar a popularidade e distinción de José Saramago, ganhador em 1998 do Prêmio Nobel de Literatura.

Portugal é internacionalmente conhecido pela sua tradição folclórica, em grande medida graças ao Fado e aos seus derivados. O Fado, trata-se de um estilo musical melancólico e urbano, que adopta vir associado à guitarra portuguesa e à saudade. O Fado de Coimbra, é um dos tipos de fado mais destacados. Internacionalmente, os principais cantores de fado são Amália Rodrigues, Carlos Paredes, José Afonso, Mariza, Carlos do Carmo, Mísia, e Madredeus. Um dos grupos portugueses mais conhecidos internacionalmente, especialmente na Alemanha, é a banda metal gótica Moonspell. Ademais do fado e do folk, os portugueses gostam da música pop e outros estilos musicais, particularmente de Norteamérica e o Reino Unido, que, junto à bandas e cantores brasileiros e portugueses copan as listas de sucessos do país luso.[4] Algumas das bandas lusas que desfrutam de sucesso internacional são Blasted Mechanism e The Gift, as duas nominadas para o MTV Music Award. Cada ano, celebram-se em Portugal diversos festivais musicais, como o Festival Sudoeste em Zambujeira do Mar, Festival de Paredes de Coura em Paredes de Coura, Festival Vilar de Mouros perto de Caminha , e Rock in Rri-o Lisboa e Super Bock Super Rock em Lisboa . Fora da estação estival, seguem celebrando-se um grande número de festivais, coma o Flowfest ou o Hip Hop Porto. Destaca a Queima das Fitas um dos maiores eventos feriados em muitas cidades portuguesas, onde os estudantes celebram esta festa.

No âmbito da música clássica, na actualidade Portugal está representada por nomes da só da pianista Maria João Pires, e no passado por músicos como a cellista Guilhermina Suggia. Entre os compositores destacam Luís de Freitas Branco o seu pupilo Joly Braga Santos, e Fernando Lopes-Graça.

Casa da Música, em Porto, PortugalPorto

No referente ao âmbito da pintura, Portugal possui uma rica história pictórica. Os primeiros pintores portugueses de só apareceram no século XV, como Nuno Gonçalves vencellado ao período gótico. Em meados do século XIX e começos do XX destacam pintores como José Malhoa, conhecido pelo seu trabalho chamado Fado, e Columbano Bordá-lo Pinheiro (quem pintou retratos de Teófilo Braga e Antero de Quental) ambos os dois enquadrados dentro do estilo naturalista.

Com a chegada do século XX, Portugal viu a chegada do modernismo, estilo no que destacariam alguns dos principais pintores portugueses como Amadeo de Souza-Cardoso, quem esteve fondamente influenciado pelos pintores franceses, particularmente por Sonia e Robert Delaunay. Entre o seu melhores trabalhos encontra-se Canção Popular a Russa e o Fígaro. Outro importante pintor/escritor da época foi Almada Negreiros, amigo de Fernando Pessoa, de quem pintou um retrato. Ele estava fondamente influenciado pelos estilos cubista e futurista. Na actualidade, os principais pintores lusos destacados no âmbito das artes visuais são Vieira da Silva, Júlio Pomar, e Paula Rego.

No tocante à arquitectura, destacam a nível internacional Eduardo Souto de Moura, Álvaro Siza Vieira e Gonçalo Byrne e Tomás Taveira, mais notável a nível português.

A partires da década dos anos 90, Portugal incrementou o seu número de centros culturais abertos ao público, acrescentando à Fundação Calouste Gulbenkian estabelecida em 1956 na cidade de Lisboa o Centro Cultural de Belém (Lisboa), a Fundação Serralves e a Casa da Música, as duas no Porto, ademais de novas infra-estruturas culturais como bibliotecas públicas e salas de concertos construídas ou restauradas ao longo do país.

Arquitectura

Artigo principal: Arquitectura de Portugal.
Pavilhão Rosa Mota, Porto
Marquesa de Alorna: representante da Arcadia Lusitana

A Arquitectura Popular Portuguesa marcou a arquitectura portuguesa dos anos 50 que prevaleceu até no final do Salazarismo. Assiste-se hoje, em Portugal, a um fenômeno inovador, a arquitectura contemporânea, no âmbito da arquitectura portuguesa que, contrapõe a conceitos velhos e conservadores de tradições e modos de operar, um intuito afirmado, de inovar o espaço e construí-lo com conceitos, materiais e técnicas que permitam viver em plena contemporaneidade. A arquitectura contemporânea cruza várias gerações em simultaneo que marcaram e continuan a marcar arquitectura portuguesa, desde meados do século XX até aos nossos dias. Fernando Távora, Manuel Tainha, Álvaro Siza, Victor Figueiredo, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto Moura, Filipe Oliveira Dias, Tomás Taveira e Carrilho da Graça são os arquitectos que traduzem o melhor que se produz na arquitectura em Portugal. No entanto, estes projectos totalizan uma pequenísima parte das construções efectuadas no país.

Literatura

Artigo principal: Literatura de Portugal.

Na literatura portuguesa, é eminente a poesia, estando entre os maiores poetas portugueses de todos os tempos Luís de Camões e Fernando Pessoa, ademais de Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Cesário Verde, António Ramos Rosa, Mário Cesariny, Antero de Quental e Herberto Helder, entre outros. Na prosa destacam Damião de Góis, o Padre António Vieira, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Miguel Torga, Fernando Namora, José Cardoso Pires, António Lobo Antunes e José Saramago (Nobel de Literatura). No teatro, destacasse a figura maior de Gil Vicente, António José da Silva - alcumado "o Judeu" - e Bernardo Santareno.

Música

Artigo principal: Música de Portugal.

A música tradicional portuguesa é variada e muito rica. Do folclore fã parte as danças do vera, do Minho, dos Pauliteiros de Miranda, da zona mirandesa, do Corridinho do Algarve ou do Bailinho, de Madeira. Instrumentos típicos são o cavaquinho, a gaita-de-foles, o acordeón, o violín, os tambores, a guitarra portuguesa (instrumento característico do fado) e uma variedade de instrumentos de sopro e percussão. Ainda na cultura popular existem as bandas filharmónicas que representam a cada localidade e tocam vários estilos de música, desde a popular à clássica, sendo as bandas portuguesas das que melhor qualidade artística tem.

O mas conhecido estilo de música português é o Fado, cuja intérprete mas célebre foi Amália Rodrigues. O Fado tem nos últimos anos assistido ao aparecimento de novos cantores que alcançam grande sucesso, como Camané, Mafalda Arnauth, Mariza e Mísia, entre outros. Recentemente, através dos Madredeus e de cantores como Mariza ou Dulce Pontes, a música portuguesa tem alcançado um grande de reconhecimento internacional e tem ajudado a divulgar a língua portuguesa em todo mundo.

Vista interior do auditório da Casa da Música.

A nível de instrumentistas merece realce a carreira e composições do guitarrista Carlos Paredes, o mas conhecido mestre de guitarra portuguesa.

Referências da canção de finais do século XX (principalmente do período pré e post-revolucionário) são Zeca Afonso, Sérgio Godinho, os Trovante entre outros. Mesmo sendo ainda o fado o género mas conhecido mas ali das fronteiras, a "nova" música portuguesa também tem um papel importante, demonstrando grande orixinalidade. Sara Tavares, Viviane, A Naifa, Lúcia Moniz, Jorge Palma, Rui Veloso, Clã, GNR, Ornatos Violeta, Xutos & Pontapés, Moonspell, Da Weasel, Fingertips e Primitive Reason são quase não alguns dos nomes mas conhecidos, indo do rock, ao pop-electrónico e ao rap, entre outros estilos.

A música erudita portuguesa constituiu um capítulo importante da música ocidental. Ao longo dos séculos, sobresaíron nomes de compositores e intérpretes como os trobadores Martim Codax e D. Dinis, os polifonistas Duarte Lobo, Filipe de Magalhães, Manuel Cardoso e Pedro de Cristo, o organista Manuel Rodrigues Coelho o compositor e clavista Carlos Seixas, a cantora Luísa Todi, o sinfonista e pianista João Domingos Bomtempo ou o compositor e musicólogo Fernando Lopes Graça. O período de ouro da música portuguesa coincidiu, discutiblemente, com o apoxeo da polifonía clássica no século XVII (Escola de Évora, Santa Cruz de Coimbra).Entre as grandes referências actuais, pontifican os nomes dos pianistas Artur Pizarro, Maria João Pires e Sequeira Costa, da violetista Anabela Chaves, do violinista Carlos Damas, do compositor Emmanuel Nunes, do compositor e maestro Álvaro Cassutto. As orquestras sinfónicas mas importantes são a Orquestra da Fundação Gulbenkian, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. No que dizer respeito à ópera, o Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa é o mas representativo.

Gastronomía

Artigo principal: Gastronomía de Portugal.

A cocinha portuguesa é diversa. Um dos pratos principais dos portugueses é o bacalhau, para o qual existem centos de receitas, existindo, ao menos, uma receita de bacalhau para cada dia do ano. Junto com o bacalhau, os dois pratos de peixe mais populares são as sardiñas asadas e a caldeirada. No que diz respeito à carne, os pratos típicos da cocinha portuguesa incluem carne de gando vacún, porco, cordeiro, ou pelo, destacando entre os pratos de carne a feijoada , cozido à portuguesa, frango de churrasco, e a carne de porco à alentejana.

Colheita de vinho do Porto dos anos 1870 e 1873

Entre os pratos de comida rápida são característicos a francesinha de Porto, e as bifanas (porco grelado), rogo (carne de vaca grelada) ou o leitão (sándwiches de leitón). Entre os pratos mais típicos da pastelería portuguesa, destacam os pastéis de Belém (ou pastéis de nata) orixinarios de Lisboa , e os ovos-moles de Aveiro . A gastronomía portuguesa é muito variada, existindo pratos típicos de cada uma das regiões. Entre os portugueses existe um culto pela boa comida, existindo, ao longo do país milleiros de restaurantes e tascas.

Os vinhos portugueses têm só mundial, sendo conhecidos já desde o tempo dos romanos, quem associavam o seu deus Baco. Hoje em dia, os vinhos portugueses são bem conhecidos internacionalmente, tendo recebido diversos reconhecimentos pela sua qualidade. Alguns dos melhores vinhos portugueses som: Vinho Verde, Vinho Alvarinho, Vinho do Douro, Vinho do Alentejo, Vinho do Dão e o Vinho da Bairrada e os doces vinho do Porto, vinho de Madeira e o Moscatel de Setúbal e Favaios. O vinho do Porto é o vinho português mas conhecido no estrangeiro, a sua região vitivinícola, e uma das mais antigas do mundo.

Desportos

Artigo principal: Desporto em Portugal.
Siareiros portugueses apoiam a Selecção Portuguesa de Futebol

O futebol é o mas conhecido, amado e praticado desporto em Portugal. O lendario Eusebio é ainda um grande símbolo da história do futebol português e os mais recentes fenômenos de popularidade Luís Figo, Rui Costa, João Vieira Pinto e Cristiano Ronaldo estão entre os numerosos exemplos de futebolistas de renome mundial nados em Portugal.

As modalidades desportivas nas que o país destaca de um modo maior a nível internacional som, junto ao futebol, a vela, o hockey em patíns, o atletismo e o tiro. Portugal participou em todos os Jogos Olímpicos desde os Jogos de 1912, conseguindo 4 medalhas de ouro em atletismo (Carlos Lopes nos Jogos de 1984, Rosa Mota nos Jogos de 1988 , Fernanda Ribeiro nos Jogos de 1996 e Nélson Évora nos Jogos de 2008) e numerosas medalhas de prata e bronze.

Religião

Artigo principal: Religião em Portugal.
Nossa Senhora de Fátima

A maioria dos Portugueses (perto de 84% da população total - segundo os resultados oficiais dos censos 2001), inscrevem numa tradição católica. A prática dominical do catolicismo segundo um estudo da própria Igreja Católica (também de 2001) é realizada por 1.933.677 católicos praticantes (18,7% da população total) e o número de comungantes é de 1.065.036 (10,3% da população total). Perto de metade dos casamentos realizados são católicos, os quais produzem automaticamente efeitos civis. O divórcio está permitido, conforme estabelece o Código Civil, por mútuo consentimento ou por requirimento no tribunal por um dos cónxuxes. Existem vinte dioceses em Portugal, agrupadas em três províncias eclesiásticas: Braga, Lisboa e Évora.

O protestantismo em Portugal possui várias denominacións actuantes maioritariamente de cultos com inspiração evangélica neopentecostal (ex: Assembleia de Deus e Igreja Maná) ou de imigração brasileira (ex: IURD).

As Testemunhas de Xeová contam com perto de 50.000 praticantes em Portugal, distribuídos por cerca de 650 congregacións. A religião está presente ao país desde 1925, sendo proscrita oficialmente entre 1961 e 1974, período no que operou na clandestinidade. Em Dezembro de 1974, a Associação das Testemunhas de Xeová foi legalmente reconhecida, tendo hoje a sua sede em Alcabideche. Portugal é um dos 236 países onde esta denominación religiosa encontra-se actualmente activa.

A comunidade judaica em Portugal conseguiu manter-se até asa actualidade, não obstante a ordem de expulsión dos judeus de 5 de Dezembro de 1496 por decreto do Rei D. Manuel I, obrigou à maioria a escolher entre a conversión forzosa ou a efectiva expulsión do país, ou à prisão e consequentes penas decretadas pela Inquisición portuguesa, que, precisamente por este motivo acabou por ser uma das mais activas da Europa. Malia todo, o culto manteve na vila de Belmonte. Em 1506 , em Lisboa, produziu-se uma massacre de judeus na que perderam a vida entre 2.000 e 4.000 pessoas, sendo um dos dos mais violentos na época, a nível europeu.

Outras religiões minoritárias a destacar são o islamismo e o hinduísmo, com base, na sua maioria, em descendentes de imigrantes.

A Constituição Portuguesa garante a liberdade religiosa total e a igualdade entre religiões, apesar da Concordata que privilegia a Igreja Católica, em várias dimensões da vida social, pelo que é comum, em algumas cerimónias oficiais públicas como inaugurações de edifícios ou eventos oficiais de Estado, haver a presença de um representante da Igreja Católica. No entanto, a posição religiosa dos políticos elegidos é normalmente considerada irrelevante pelos eleitores. A exemplo disso, dois dos últimos Presidentes da República (Mário Soares e Jorge Sampaio) eram pessoas presumivelmentelaicas.

Referências

  1. Portugal - Emigration
  2. Charis Dunn-Chão ,Portugal sees integration progress, BBC
  3. Poesia e Prosa Medievais, p. 9, para. 4
  4. Portugese-Top50 stats

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