Os lácteos, também chamados produtos lácteos, são o grupo de alimentos que está compreendido pelo leite assim como o seu derivados processados (geralmente fermentados). As plantas industriais que produzem estes alimentos pertencem à indústria láctea e caracterizam pela manipulação de um produto altamente perecível que deve ser vigiado e analisado correctamente durante todos os passos dentro da corrente de frio até a chegada ao consumidor[1].
O leite empregado maioritariamente na elaboração dos lácteos prove do leite de vaca, mas também pode-se empregar outros tipos de leite procedente de outros mamíferos como as cabras, as ovelhas e em alguns países procedente da búfala, camela, iacs, eguas, etc. Na actualidade a maior parte dos alimentos funcionais são elaborados a partir de produtos lácteos[2]. O consumo de produtos lácteos experimentou desde a década dos 50 um considerável crescimento na demanda mundial que levou à indústria a superar reptos tecnológicos importantes.
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Os produtos lácteos conhecem-se desde muito antigo, é muito possível que estejam unidos temporariamente desde tempos lonxanos ao consumo humano do leite animal nas tribos nómadas devido à grande disponibilidade de leite procedente dos gandos que se deslocavam com a população. A elaboração de verdadeiros lácteos como o queijo associa na cultura popular a um alimento que tradicionalmente asignado aos costumes culinarios dos pastores de gando. A origem do seu uso perde-se no passado, sendo pouco possível determinar a primeira vez que se empregaram, alguns autores mencionam que podem ter-se originado na fermentación do leite que se armazenava nas vasillas elaboradas com os estômagos de animais[3]. Os produtos lácteos e o leite desenvolveram-se historicamente nos povos que possuem uma melhor capacidade de dixestión, cabe pensar que algumas culturas possuem pouca secreción da lactasa (um em cima capaz de ajudar ao organismo à dixestión do principal açúcar do leite: a lactosa), é por esta razão têm uma "aversão culinaria" ao leite e os seus derivados, por esta razão consumiram-se só em algumas partes da Ásia, África, ainda que o seu consumo mais reconhecido é no Europa do norte e naqueles lugares onde a colonização destes povos foi significante como Norteamérica e Austrália[4] Estimou-se que case 96% dos europeus do norte podem dixerir a lactosa, entre 50% até 75% dos africanos, indianos, habitantes de oriente meio e europeus do lês-te, sendo case todos os nativos americanos e asiáticos incapazes de dixeri-la (devido a que os seus corpos deixam de produzir a enzima da lactasa trás o periodo da lactación). [3][4].
Na alimentação da Antiga Grécia o leite (em grego γάλα, gála) era bebida pelos camponeses mas não era case empregada nas preparações culinarias. A manteiga (em grego βοὐτυρον, boúturon) era conhecida, mas do mesmo modo, pouco empregada: os gregos consideravam o seu uso como uma característica dos tracios do norte do Exeo, aos que o poeta cómico Anaxándridas chama as «cantinas de manteiga»[5]. Em mudança, apreciavam os produtos lácteos. Servia-se como sobremesa um produto semelhante ao iogur, em grego πυριατή[6]. Sobretudo, o queijo (em grego τυρός, túros), de cabra o de ovelha, era um alimento básico. Vendia-se em diferentes lojas segundo fora ou não fresco, tendo o primeiro o dobro do preço do segundo[7]. O queijo comia-se só ou misturado com mel ou legumes. Com o tempo passou a fazer parte como ingrediente na preparação de um bom número de pratos, incluídos os de peixe. A única receita conservada na actualidade é a do cociñeiro siciliano Mithaikos[8].
A "carne e o leite" fazem parte da tradição judia sobre a comida etiquetada kosher e que se categoriza dentro de três apartados: fleishig (carne e produtos cárnicos), milchig (leite e os produtos lácteos) e o parveh (alimentos neutrais, definidos na categoria dos outros alimentos permitidos). Uma ampla quantidade de regras governam a cocinha e a gastronomía judia nestas três categorias, deste modo o 'fleishig e o milchig' não podem ser combinados, enquanto que sim o podem fazer com os ingredientes 'parveh' devido à sua posição neutral.À observancia de não misturar carne com o leite (ou os produtos lácteos) denomina-se: basear bê halab[4].
Os lácteos foram denominados "carnes brancas" e eram acessíveis às classes mais humildes durante a Idade Média, chegando a ser uma das fontes mais importantes de gorduras e de proteinas[9]. O queijo chegou a ser popular devido ao seu 'relativo' sob preço, conservava-se durante períodos de tempo razoáveis e podia ser doadamente transportado. À medida que as sociedades foram-se industrializando e começou-se a incorporar a refrigeração aos médios de transporte, os lácteos e o leite puderam ser levados a lugares afastados das zonas de produção, este fenômeno fez com que o seu consumo fosse em crescimento durante o século XIX e XX. A invenção da pasteurización ajudou a melhorar os períodos de caducidade dos produtos e o sucesso dos lácteos uniu à melhora de produtividade de leite experimentado nos paises do norte da Europa[10]. Sabe-se que a demanda foi medrando nas áreas urbanas desde o século XVII e que chegaram a ser um meio de alimentação muito importante dos trabalhadores industriais e logo começou-se a regular a sua qualidade desde as autoridades sanitárias. No século XIX desenvolvem-se novos lácteos: aparecem os leites concentrados e vaporizados que permitem um melhor transporte e conservação.
O século XX é o período de tempo onde o leite e os lácteos sofrem uma forte expansão no seu consumo ao longo de todo o planeta, as melhoras nos métodos artificais de muxido, alimentação e as melhoras na selecção artificial das espécies, os avanços tecnológicos nos processos de transporte e refrigeração, fizeram com que se produzisse o paradoxo da "sobreprodución" (paradoxal, já que se começava a extrair mais leite com menos vacas). Ao mesmo tempo começaram-se a abrir sérios debates acerca do ajeitado dos seus valores nutricionais aplicados a uma dieta sã.
As características físicas e químicas dos lácteos se testean em muitos casos de um modo semelhante que no leite, é dizer empregam-se por exemplo lactómetros para medir a densidade específica. No entanto a elaboração dos lácteos é diferente segundo o processo que se realizou, por exemplo alguns deles submeteram-se a fermentación láctica (um exemplo são os iogures), outros ao invés sofrem um processo mecânico de concentração do seu conteúdo graxo (manteigas), as vezes um processo combinado de fermentación e maduración (queijos). Estes processos mudam a composição e a concentração inicial de verdadeiros macronutrientes e micronutrientes, dependendo do lácteo em questão.
Muitos dos lácteos que não foram expostos a um processo de fermentación comercializam-se nos comprados da Europa[11] e América do Norte e empregam-se como alimentos básicos, tal e como pode ser o leite, a manteiga e a ma acredita. Todos eles são alimentos processados do leite, bem seja por separação dos seus conteúdos graxos, desecación (extracção da água para a obtenção de leites em pó),[12] acrescentado de nutrientes, etc.
O leite fresco e natural (leite crú) depois de ter sido muxida sofre vários processos alimentários como a homoxeneización (compartimento de gorduras ao longo de todo o produto por igual, evitando os desagradables coágulos de gordura) e a pasteurización (encarregado de reduzir os cultivos bacterianos potencialmente perigosos). O leite tratado deste modo da lugar a uma série de sub-produtos não fermentados que são:
Em algumas sociedades rurais desde tempos antigos o leite trata-se térmicamente depois de ter sido muxido com o fim de eliminar a actividade enzimática existente e poder conservar melhor o seu durante um período de tempo maior, deste modo realizou-se um tratamento térmico singelo que deu lugar aos leites escaldados (como por exemplo, o Khoya indiano).
A Manteiga é um produto básico que imprescindível em qualquer cocinha moderna, a realização da manteiga é simples mas laboriosa: agita-se um contentor de acredita-ma (com 36%-44% de gorduras) até que os glóbulos de gordura rompem e perdem a sua estrutura globular. Existem diversos tipos de manteigas dependendo dos processos de elaboração. Nas versões salgadas da manteiga acrescenta-se sal com o fim de aumentar a vida do produto ao mesmo tempo que se potencia o seu sabor, por regra geral à manteiga "não salgada" se adopta denominar doce. A maioria das manteigas e margarinas conservam-se a temperaturas de 5ºC. Outra das características da manteiga é a sua cor, a elaborada no Inverno possui uma cor pálida, enquanto que a de Verão é mais amarela. Para fazer com que a manteiga de Inverno tenha a cor mais intensa acrescenta-se um colorante natural denominado anatto procedente de uma planta denominada bixa orellana[15].
A margarina não é tecnicamente um lácteo (é dizer é um produto que não prove do leite) senão dos azeites vexetais mas adoptasse incluir na "secção de lácteos" dos supermercados assim como em muitos estudos teóricos sobre este produto[16][17]. Esta denominación de margarinas e semelhantes baixo a denominación de Produtos Graxos para Barrar" faz com que algumas margarinas apareçam misturadas com leite como o Bregott que conteñe 80% de conteúdo graxo, do qual entre um 70 - 80% consiste em gordura de leite e o resto (20 - 30%) de gorduras vexetais líquidas, a forma de manufactura é muito semelhante à realizada com a manteiga. Na Suécia comercializa-se uma margarina denominada "Lätt & Lagom" que possui baixos conteúdos graxos (igualmente misturados com gorduras lácteas). Algumas margarinas modernas elaboram mediante um processo industrial denominado: TetraBlend. Existem derivados (ou produtos adulterados) semelhantes às manteigas e margarinas como podem ser as oleomargarinas que possuem uma quantidade de glicéridos (trioleína) procedentes de gorduras animais semelhantes às dos seus substitutos.
A manteiga clarificada é um sub-produto da manteiga elaborado trás fundí-la a temperaturas moderadas (entre os 40 e 60ºC) para que depois de um tempo de repouso, chegue-se a separar por decantación a fase acuosa da gordura. Este tipo de manteigas emprega na cocinha indiana onde se denomina ghee e na cocinha marroquina telefonema smen. Caracterizam-se por possuir um forte cheiro que se propaga pelos pratos conferíndolle um sabor característico. O seu uso na cocinha como "gordura de fritura" é muito habitual já que aguenta melhor que a manteiga normal às altas temperaturas (possui um maior ponto de afumeo).
O soro de manteiga (denominado buttermilk em inglês, literalmente 'leite de manteiga') é a parte acuosa sobrante da elaboração da manteiga que difere ligeiramente em composição do leite cru, contendo grandes quantidades de acedo láctico e água. O sabor característico do soro de manteiga procede principalmente do acedo láctico presente a ele.
O gelado (Mantecado) é outro produto lácteo que destaca alguma das propriedades da ma acredita de leite, só que a baixa temperatura à que se serve faz com que algumas propriedades como a "cremosidade" fiquem mascaradas dentro do estado sólido do gelado. O seu aparecimento data do século XVII elaborado a partir de sumos de frutas. Desde que no ano 1913 inventou-se nos EEUU a primeira máquina contínua para elaborar gelados, o gelado converteu-se num alimento muito popular. Desde o ponto de vista analítico um gelado é um potencial portador de bactérias patogénicas que deve ser vigiado em extremo, já que ainda que as temperaturas não fã medrar as populações, sim permitem o seu transporte ao estômago dos possíveis consumidores. Em algumas ocasiões o Sorbete considera-se um lácteo (possui um conteúdo próximo de 2% de leite).
Desde o ponto de vista dos produtos lácteos, considera-se não só aos gelados senão também a quaisquer sobremesa gelada que contenha uma percentagem elevada (por riba de 40%) de outros lácteos. [18] Dentro desta categoria encontra-se inclusive o iogur gelado. Técnicamente um gelado é uma escuma conxeada. Um exemplo de sobremesa conxeada é o iogur (denominado também Froyo como una abreviatura de Fro zen yogurt - Iogur gelado) servido por regra geral como uma alternativa de menor conteúdo calórico face aos gelados. De igual forma tem ao leite gelado e às acredita-mas geladas (Frozen custard em inglês) ou o Gelato italiano.
Comercializam-se diversos produtos derivados de extractos de caseína empregues para a elaboração de produtos derivados dos lácteos. A proteína do soro de leite num pó soluble em água que procede dos restos da indústria do queijo.[19] Adopta comercializar-se como suplemento para musculación e nutrición desportiva.
Yoğurt é a palavra turca para o "leite" que foi fermentada até chegar a uma fase final de massa semi-líquida. O iogur permaneceu descoñecudi em grande parte da Europa até que o prêmio Nobel concedido ao inmunólogo Iliya Metchnikov (professor do Instituto Pasteur de Paris que obteve o Prêmio Nobel de Fisioloxía e Medicina em 1908 ) conectou a lonxevidade de algumas etnias em países como Bulgária, Rússia, França com o consumo deste lácteo[20]. O emprego do iogur encontra-se muito espalhado pelas gastronomías do mediterráneo oriental, onde emprega-se como ingrediente principal de alguns pratos e bebidas muito populares (ayran). Na Índia consume-se o Lassi, espécie de iogur que se toma coma se fosse uma bebida. Existem uma lenda européia que diz que o iogur (e o kefir) nasce nas ladeiras setentrionais do monte Elbrus no Cáucaso. [21]
Desde os anos 50 o consumo de iogures com sabores a frutas não parou de medrar. Todos os iogures possuem como característica comum a sua fermentación a partir do leite que possui bactérias acidófilas tais coma o Streptococcus thermophilus e o Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus, todos eles presentes no leite. A fermentación leva-se a cabo a temperaturas entre os 30ºC e 43 °C durante um intervalo de tempo que vai desde as 2,5 às 20 horas. A selecção do cultivo define o tempo de fermentación e a estrutura e sabor finais do produto. As preparações de frutas acrescentam-se ao iogur (numa proporção de 15% do seu peso[21]) trás a fermentación e justo antes do seu empaquetado.
O Queijo é um alimento sólido elaborado à partir do leite fermentado e callado de vaca, cabra, ovelha, búfalo, camelo e outros mamíferos. É talvez o lácteo mais mais antigo na história do consumo humano. O leite é induzido a callarse empregando uma combinação de callo (ou algum substituto) e acidificación. O queijo compõem-se de um 35-55% de água na que há dissolvidas um 10-40% de proteínas e 4-5% de sais. As bactérias encarregam-se de acidificar o leite, jogando também um papel importante na definição da textura e do sabor da maioria dos queijos. Alguns também contêm mofos, tanto na codia exterior como na interior. O queijo é um sólido que achega principalmente proteínas (caseína e acanda concentrações 10 vezes superiores ao leite cru). O processado artificial do queijo pode chegar à produção do que se denomina: queijo processado (muito popular nos Estados Unidos). Nas cocinhas de Oriente Meio empregam-se às vezes misturas de queijo e iogur na elaboração de sandwiches e torradas: o Labneh.
Algumas variantes de queijos frescos empregados como alimento lácteo para barrar são:
Desde o ponto de vista nutricional os produtos lácteos caracterizam-se em regra geral por achegar grande quantidade de calcio mineral que podem achegar ao organismo[22], proteínas de alta qualidade, vitaminas A e D. O facto de que o calcio esteja unido à proteína caseína e o conteúdo em vitamina D, poderia fazer com que este calcio seja mais biodispoñible. Contudo, muitos cientistas seguem investigando o papel dos lácteos na prevenção da osteoporose e hoje em dia não está clara de forma rotunda a sua faceta beneficiosa[23]. Recentemente sabe-se que as proteínas, sobretudo as de origem animal, produzem perda de calcio devido ao acedo úrico que se produz como resíduo do metabolismo do nitróxeno presente aos seus aminoácidos. É por isso que muitos especialistas fã fincapé em não confiar-se excessivamente na inxesta de lácteos como prevenção da osteoporose, senão mais bem no modo de impedir a perda de calcio, levando uma dieta ajeitada acompanhada de exercício[24]. 98% do calcio que existe no corpo humano armazena-se nos ósos, a deficiência deste nutriente faz com que a densidade dos ósos diminua degenerando numa osteoporose,[25] o consumo de lácteos (percebida como fonte de calcio) pode servir como prevenção de doenças cujos efeitos são uma deficiência de calcio, ainda que a absorción de calcio numa dieta é de 300 miligramos por dia o resto excrétase sendo abandonado pelo corpo, malia ser recomendada uma dose diária de uns 800 mg (aproximadamente dois vasos de leite diários).[26] Os productos lácteos são igualmente fontes de potasio [27]
Entre as achegas dos lácteos à nutrición encontra-se o conteúdo de colesterol esóxeno que achega ao organismo ao ser consumidos, os lácteos tratam-se de um produto de origem animal e portanto são uma fonte de colesterol. O seu consumo elevado durante compridos períodos de tempo demonstrou-se que sobe os índices de colesterol no sangue[28].
Os lácteos possuem um forte crescimento no seu consumo desde meados do século XX, é certo que as tendências futuras vão na linha da elaboração de lácteos com acrescentados dietéticos no que se denomina alimento funcional. Uma das variantes mais recentes é a engádega de omega-3 e etanois (benecol para a redução do colesterol naquelas pessoas que os inxiren.[29] Também adoptasse acrescentar Vitamina D para que seja possível melhorar a absorción do calcio que vai para os ósos. Muitas investigações realizam-se sobre a linha de produção, aumentando a qualidade do produto de base: o leite.
Está-se investigando na linha de tirar ao comprado produtos lácteos com muito pouco conteúdo em colesterol.