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Punk

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O punk é um movimento musical dentro do rock que emergiu em meados dos anos 1970. Caracteriza-se pela sua atitude independente e amateur. Nos seus inícios, o punk era uma música muito simples e crua, as vezes descoidada: um tipo de rock singelo, com melodias simples de durações curtas, sons de guitarras amplificadas pouco controlados ou ruidosos, poucos arranjos e instrumentos, e, pelo geral, de bússola e tempos rápidos.

As linhas de guitarra caracterizam-se pela sua singeleza e a crueza do são amplificado, geralmente criando um ambiente sonoro ruidoso ou agressivo herdado do Garage rock. O baixo, pelo geral, segue só a linha do acorde e não busca adornar com oitavas nem arranjos a melodia. A bateria por sua parte leva um tempo acelerado, com ritmos singelos de rock. As vozes variam desde expressões fortes e até violentas ou desgarradas, expresivas caricaturas cantadas que alteram os parâmetros convencionais da acção do cantor, até formas mais melódicas e elaboradas.

Índice

História do punk

Origens e contexto cultural

A finais dos anos 1960, uma corrente de jovens de Grã-Bretanha e outros países industrializados consideravam que o rock passara de ser um meio de expressão para os jovens, a uma mera ferramenta de mercado e escapar-te-á para a grandilocuencia dos músicos desse então, afastando a música da gente comum. O punk surgiu como uma burla à rígidez dos convencionalismos que ocultavam formas de opresión social e cultural.

As características do punk rock foram precedidas pela garagem rock, recrudeciendo mais o som forte do rock e com composições menos profissionais, influenciados pelo são da "Invasão Britânica", como TheKinks , The Beatles ou TheWho , e apanhando elementos do são ruidoso da garagem rock de The Stooges ou Velvet Underground. Também se recolhem influências do frenético Surf rock. Estas variadas influências conhecem-se agora como proto-punk. Dentro das mesmas pode-se incluir também entre as influências temporãs a Bobby Fouler Four autor do singelo "I Fought the Law", que fosse covereado por The Clash , e a Moderns Lovers autores de "Rooadrunner" dados os seus ritmos acelerados, não tão próximos ao punk rock posterior mas se afastado do rock convencional e típico da época, com acordes simples mas ainda sem distorsión ou volume alto.

The Ramones fizeram composições singelas, cujas acedas letras tratavam temas como a anti-moda e as drogas, marcando com o seu estilo uma pauta a seguir para as bandas por vir.


The Clash, uma das bandas mais populares do punk britânico.A visita destes a Londres fez grupos já existentes, como os Sex Pistols, começassem a usar os seus instrumentos como médios de expressão e provocação para mostrar o seu descontentamento para o que consideravam uma sociedade de mentalidade estreita e represora.

Com o tempo o género tomaria diferentes caminhos e no seu passo evoluiria em muitos subxéneros e recolheria influências de outros estilos musicais. Os subxéneros do punk definem-se às vezes por características musicais, e noutros casos pelo contido da mensagem ou a ideologia que o inspira.

Tal como depois sucederia em muitos outros países, na Inglaterra logo os grupos tomaram influências de outros géneros. Uma das primeiras fusões do punk foi com o reggae e o ska dos imigrantes xamaicanos no país. Como primeiro e mais representativo exemplo pode-se mencionar à banda The Clash e os seus temas "Police and Thieves", "The Guns of Brixton" e "(White Mão) In Hammersmith Palais". Outro género que logo se fusionou com o punk foi o glam rock.

Nos inícios também surgiu o estilo hardcore punk, que se caracterizou por ser uma versão mais rápida da forma suja de tocar o punk. As primeiras bandas foram Bad Brains, Middle Class e Teen Idles.

Origem do termo 'punk'

O termo inglês "punk" tem um significado despectivo que adopta variar, aplicando-se a objectos (significando lixo") ou a pessoas (significando "vago", "despreciable" ou, também, "lixo" e "escoria"). Utiliza-se de forma irónica como descrição do substrato crítico ou descontentamento que contém esta música. Ao utilizá-lo como etiqueta própria, os "punkies" (ou "punks") desmárcanse da adecuación aos róis e estereótipos sociais. Devido ao carácter deste significado, o punk a miúdo associou-se a atitudes de descuido pessoal, utilizou-se como meio de expressão de sentimentos de mal-estar e ódio, e também deu cabida a comportamentos neuróticos ou autodestructivos.

O termo punk utilizou-se como título de uma revista fundada em 1976 em Nova Iorque por John Holmstrom, Ged Dunn e Legs McNeil que desejavam uma revista que falasse de tudo o que gostavam: as reposicións por televisão , beber cerveja, o sexo, as hamburguesas com queijo, os cómics, as películas de série B, e o estranho rock n' roll que soava nos garitos mais mugrientos da cidade: Velvet Underground, Stooges e New York Dolls, entre outros.

Mais tarde o significado também serviria para inspirar as correntes esquerdistas do género, como etiqueta que desfaz a condição de classe ou rol social com dívidas de reputação ou aparência.

Filosofia punk

A filosofia punk pode resumir-se em "Fá-lo tu mesmo", "fá-lo ao teu modo". Rejeitar os dogmas, e não buscar uma única verdade. Questionar e transgredir tudo o que rodeia. Não actuar conforme às modas e as manipulações mediáticas ademais de ser contra do consumismo. Pensar por ti mesmo.

O movimento punk deu lugar a transgresiones das convenções estéticas A forma orixinaria do punk era uma forma expresionista de transgresión, buscando liberar-se dos corpiños estéticos e da opresión, da autoridade e em não estar de acordo na sociedade convencional, assim como dos estigmas sociais. O punk original não dava explicações e buscava incomodar ao estabelecido chocando, ofendendo e incomodando, sendo sempre o "politicamente incorrecto" e o oposto ao bom gosto, a moral e a tradição. Num primeiro momento era basicamente uma série de atitudes de transgresión estética e musical (na vestimenta, o peiteado etc.), aparelladas a uma série de comportamentos de desconformidade quotidiana, que se foram acentuando.


Más adiante, especialmente com o aparecimento do hardcore punk, as demostracciones neglixentes ou autodestructivas foram perdendo protagonismo, e fez-se presente todo um leque de enfoques com intuitos mais conscientes, com énfases na crítica social e cultural, e posicionamentos políticos, asociacionismos e afinidade a campanhas de protesto.

Veja-se também: movimento punk, destroy, hardcore punk, anarcopunk, e straight edge Adoptam ir associadas ao punk algumas ideologias políticas como o anarquismo, o anticapitalismo, o antimilitarismo e o antifascismo. A partir do movimento punk politizado, há um debate constante que faz crítica aos que são aficionados ao punk por questões estéticas ou musicais e deixam ao lado o enfoque social ou político.

Por outra parte, devido ao carácter transgresor e às vezes violento do punk, existiram alguns grupos que na sua música incluem uma mensagem ou transfondo de corte ultradereitista, ainda que em geral o movimento define-se como próximo da esquerda.


Subxéneros e estilos relacionados

Como movimento criativo, o som punk deu aparecimento a numerosas vertentes e estilos. Muitos dos grupos moviam-se de um a outro género, existindo diferentes níveis de permeación, evolução e fusão, podendo falar-se de bandas que acoplam no perfil de mais de dois subgéneros.

Entre os seus subxéneros podem-se identificar os seguintes:

Por outra parte, também se classificam estilos a partir da sua temática ou enfoque:

O punk na Galiza

A Galiza, na sua condição de país periférico dentro do capitalismo europeu e pelo seu carácter fortemente rural ainda a finais do século XX, assistiu de modo tardio à chegada do punk. Sem dúvida, a primeira banda que pode ser já considerada plenamente como punk na Galiza são os vigueses Siniestro Total, formados em 1981, ainda que mais ou menos na mesma altura há outras bandas relacionadas com a movida viguesa, Aerolineas Federales (1981) ou Os Resentidos (1984), que também participam em verdadeira maneira do mesmo espirítu «punk» apesar de que esteticamente não cheguem a inscrever-se dentro dele.

Continuando no tempo as diferentes inovações estéticas dentro do movimento punk a nível internacional vão chegando pouco a pouco ao país, o Hardcore, o Ska-Punk, o Oi! etc. cristalizando em diversas cenas, digamos «punk», com diferentes bandas de maior ou menor importância que vão nascer durante os 90 e já no século XXI. Nos 90 destacam Xenreira, os Fome Neghra, os corunheses Mol com o seu sonido metaleiro, o Hardcore dos vigueses Neboa, o HC dos corunheses Use of Abuse etc. Na Corunha, já com a troca de século, destaca a cena das Ruinas (nome da nave industrial abandonada em Meicende - nos arredores da Corunha, na que se realizavam concertos) vencellada ao crust com bandas que mesmo são consideradas referentes internacionais do estilo como Ekkaia ou Madame Germen. Em Vigo, a HC Vigo Crew também destacou pela sua actividade com bandas como Carcomedhi.

O punk noutros países

O punk em Portugal

O nascimento do Punk em Portugal está vencellado à onda londinense de 1977 com a chegada ao país de álbuns compilatorios britânicos que incluíam bandas como UK Subs, The Damned, Undertones, Dead Boys, Buzzcocks, Sham 69, The Boys, Slaughter and the Dogs, The Adverts, Ramones, Sex Pistols, TheClash , Wire, Skrewdriver,etc. É deste modo que começam a agromar as primeiras bandas: Faíscas, Minas e Armadilhas, Aqui D'ele Rock e UHF.

As primeiras grabacións são singles: Os UHF atiram “A Caçada” e os Aqui D’ele Rock, 2 singles com os títulos “Há que violentar o sistema” e “Eu não Sei” (ambos de 1978).

Também nesta época comzan a dar os seus primeiros passos Xutos & Pontapés. Mais underground estavam os Cães a Morte e o Desejo (mais tarde viriam a chamar-se Cães Vadios), nos 80 os Aqui dele Rock passam a fazer new-wave e pós-punk mudando o nome por Mau Mau.

Na década de 1980 aparecem bandas de maior impacto no estado português como Mata Ratos que foi a mais importante da altura com o seu Street Punk Oi!(ainda hoje existentes). Outras bandas dos 80: Bastardos do Cardeal, Jesús Morrido na Cruz, Ku de Judas, os Crise Total, os Khaos, os Condenação Pacífica, os Peste & Ser, Morituri, os N.A.M (Núcleo de Atrasados Mentais) etc.

Nos 90 o HC-Punk desfrutou de boa saúde no país irmão: os Censurados, Subcaos,X-Acto,Alcoore , Corrosão Caótica, F.a.r.t, Inkisição, Arghh, Desordeiros, Simbiose, Humor Cáustico, Má Fama, Insurrectos, 31, Zé Manel Suicida, Motorcharge, Simbiose, N.O.Opression etc.

O punk no Brasil

O movimento nasce no Brasil como crítica ao rexime dictatorial e repressivo implantado no país no golpe de 1964. Muitas das canções dos primeiros grupos são consideradas como autênticos hinos contra a dictadura.

O primeiro registro musical do género foi Grito Suburbano, compilación DIY com Inocentes, Olho Seco e Cólera em 1982. Também neste mesmo ano tem lugar O Começo do Fim do Mundo, evento que actuou como marco de início para o movimento com 20 bandas da cidade de São Paulo e do ABC paulista. O festival rematou com fortes enfrentamentos com a polícia. O movimento concentra-se sobretudo em São Paulo mas também há bandas de outros lugares como Aborto Elétrico de Brasília .

Nos 80 o movimento atravessa por um pequena crise da que renacerá com novas forças nos anos 90 e no século XXI com as novas inovações tecnológicas que favorecem a difusão e as grabacións (internet, computadores etc.). Por suposto, a variedade estilística aumenta aparecendo bandas muito dispares. Continuan bandas antigas e aparecem outras muitas: Ratos de Porão, Discarga, Eu serei a hiena, Cólera, Inocentes, Garotos Podres etc.

O punk em Espanha

Muitos espanhóis, estudantes, e descendentes de exilados e emigrantes fizeram parte da movida punk londinense, como a bateria de The Slits , Palmolive, que era madrilena. Em Espanha, já por 1976, a influência punk aparece com La Banda Trapera dele Rri-o, grupo de Cornellá de Llobregat (Barcelona), pioneiros do género no país. Os grupos iniciadores da movida madrilena começaram a finais dos 70 com uma atitude e musicalidad eminentemente punk. Falamos especialmente do grupo Kaka de Luxe, verdadeira semente da Movida, que posteriormente continuou a sua linha punk nas suas duas escisións: Alaska y los Pegamoides e Rádio Futura. A partir dos anos 1980 em diante encontramos bandas que recolhem influências do punk, como Parálisis Permanente, Siniestro Total, T.N.T., Larsen e Seguridad Social, La Polla Records, Kortatu, Cicatriz, Las Vulpes, Eskorbuto, Ele Último Ke Zierre etc. A presença do punk então sempre esteve muito relacionada com o o Rock Radical Basco, e a Movida madrilena dos anos 1980, sendo estes movimentos a resposta espanhola ao punk e ao new wave britânico.

Nos anos 90, com o resurgir comercial do punk em Estados Unidos, surgem muitas bandas fazendo-se eco, em todos os subgéneros, desde Lendakaris Muertos, o pop punk de NoWayOut e Dikers, à formação de novas bandas com velhos conhecidos como Gatillazo, trás a separação em 2003 da Polla Records.

Ver também

Outros artigos

Filmografía (Documentários, biopics e filmes de ficção)

Ademais há toda uma série de directores aos que se lhes adopta etiquetar como directores punk, ver Lista de directores punk

Leituras

Banda desenhada

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