O refrão é o verso ou versos que se repetem no final de cada cobra (estrofa na literatura galego-portuguesa medieval) do poema ou cantiga.
Por exemplo, nas cantigas de amigo, repete-se o último verso em cada cobra da cantiga. Podemo-lo ver na seguinte cantiga de D. Dinis:
Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabeis novas do meu amigo!
ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabeis novas do meu amado!
ai Deus, e u é?
Se sabeis novas do meu amigo,
aquele que mentiu do que pôs comigo!
ai Deus, e u é?
Se sabeis novas do meu amado,
aquele que mentiu do que mi há jurado!
ai Deus, e u é?"
(...)
Um refrão também pode referir-se a um dito popular, isto é, uma frase curta que expressa um pensamento popular e que, as vezes, também se denomina como provérbio. Por exemplo, De tal lenço, tal saia é um refrão que se emprega para indicar pessoas que saem aos proxenitores.