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Sada

sada - Wikilingue - Encydia

Sada
Situação
Situacion Sada.PNG
Xentilicio[1]: Sadés - Sadense
Geografia
Província:Província da Corunha
Comarca:Corunha
População: 14.036 hab. (2008)
Área: 27,4 km²
Densidade: 512,26 hab./km²
Entidades de população: 8 freguesias
Capital da câmara municipal:
Política (2007)
Presidente da Câmara:Abel López Soto (BNG)
Vereadores:BNG: 6
PPde G: 2
PSde G-PSOE: 2
Outros: PDSP 6, ASU 1
Eleições autárquicas em Sada
Uso do galego[2] (2001)
Galegofalantes: 88,74 %
Sitio web oficial
www.ayuntamientodesada.com

Sada é uma câmara municipal da província da Corunha na Galiza. Pertence à comarca da Corunha.

População no 2008: 14.036 habitantes segundo o INE (13.606 no 2007, 13.134 no 2006, 12.867 no 2005, 12.453 no 2004).

Xentilicio (veja-se no Galizionario) : Sadés - Sadense

Evolução da população de Sada - desde 1900 até 2004 -
 1900  1930  1950  1981  2004
 6.569  8.508  7.345  7.792  12.453
Fontes: INE e IGE

(Os critérios de registro censal variaram entre 1900 e 2004, e os dados do INE e do IGE podem não coincidir.)


Índice

Lugares de Sada

Para uma lista completa de todos os lugares da câmara municipal de Sada veja: Lugares de Sada.

Freguesias

História

Idade Antiga

As origens de Sada são bastante incertas. Se consideramos as palavras de Florencio Vaamonde Lores, remeter-se-iam a um primeiro assentamento lacustre do que se teriam achado restos nas Brañas. Porém, o que sim se tem por certo é o desenvolvimento sobre a sua geografia da Cultura castrexa, materializada em oito assentamentos identificados dos que destacam os de Meirás , São Amede e, sobretudo, Agra das Arcas. São castros na sua maioria de ocupação tardia, profundamente romanizados a partires do s. I d.C. Também se conhecem, mais vagamente, se cabe, assentamentos romanos em diferentes pontos, assim coma dois restos interessantes da sua civilização: uma ara votiva localizada baixo a igreja de Meirás e dedicada ao deus Coso Udaviniago, e uma lápide funeraria, empotrada no muro do cemitério de Soñeiro, que representa a um indivíduo togado.

Idade Média

A Idade Média, e não é por cair em tópicos, encontra-se envolta numa escuridão case impenetrável. As referências que temos a Sada na documentação são escassas, se bem é certo que nunca se realizou investigação de nenhum tipo sobre este particular. Sabemos da dependência nobiliaria e eclesiástica, concretamente das famílias dos Condes de Présaras primeiro, depois dos Andrade, e dos mosteiros das Xubias e, sobretudo, Sobrado, que provavelmente possuíra uma granja em Samoedo dedicada fundamentalmente à produção vinícola. Ao mesmo tempo, durante todo o período, sofreria, segundo nos remete Florencio Vaamonde, numerosas invasões e saques: os normandos no 846 e 859, Almanzor no 997 ou o duque de Lancáster no 1379.

Idade Moderna

Não acontece o mesmo com a Idade Moderna. Se já as fontes são bem mais abundantes e ricas, existem, ademais, alguns estudos que tomam a vila sadense por centro, nomeadamente os de Meijide Pardo sobre a sua indústria[3]. Ademais, contamos já com dados demográficos medianamente fiáveis desde o s. XVI e precisos desde o XVIII, obrigado, sobretudo, ao Cadastro de Ensenada, que também nos achega numerosa informação no âmbito sócio-profissional, económico e mesmo geográfico. Há que destacar a pertença das freguesias e vila de Sada à Xurisdición de Miraflores.

Entre os séculos XVII e XVIII cabe ressaltar a forte actividade industrial desenvolvida na vila e que podemos dividir em duas etapas:

A indústria têxtil

Na primeira delas, que iria de 1674 ao 1762, instalaram-se fábricas têxtiles de vários tipos, todas elas promovidas pelos flamencos Baltasar de Roo e Adrián Kiel, que chegaram a Galiza exilados do seu país natal.

No 1674 fundariam a fábrica de enxarcia e lona que, ao mesmo tempo, havia ser a mais duradoura. Começaram empregando maioritariamente a pessoal especializado de origem flamenca, mas logo incorporariam a boa parte da população sadense, até o ponto de abandonarem-se em boa medida as tradicionais actividades pesqueiras. A grande maioria dos habitantes da vila e das freguesias colindantes trabalhavam na indústria, ainda que os cargos de responsabilidade os seguiam a ocupar os flamencos. A fábrica surtía das pertinentes tecidos e cordeis à Real Armada, pelo que recebeu numerosos privilégios do rei Carlos II. Com o objecto de garantir a sua segurança ergueríanse as baterias defensivas de Fontán primeiro e Corbeiroa depois. Esta puxanza quebraria à morte dos fundadores, a de Roo em circunstâncias violentas, pois os seus descendentes não teriam capacidades nem entendimento entre sim para continuar à frente. Assim, a fábrica remataria abandonada até que a própria Coroa se fixo cargo dela, já coma Real Fábrica de Jarcia y Lona, revitalizándoa em grande medida. Não obstante, no 1762 seria transferida a Ferrol , numa ria mais fechada e, portanto, mais defendible ante um ataque marítimo. Aproveitando a puxanza da fábrica de enxarcia e lona, Roo e Kiel puseram adiante no século XVII outras duas empresas similares. Em primeiro lugar, no 1674 fundariam uma fábrica de mantelería e lenzos, surtidora da Casa Real, introduzindo assim o cultivo do liño na Galiza[É preciso referência]. Onze anos depois empreenderiam o terceiro repto, a fábrica de lenços, confeccionando produtos de excelente qualidade. Tanto que acordaram as iras dos ingleses, que viam perigar a sua oligarquía comercial neste sector. No 1713, com a morte de Roo, fechava esta última fábrica, e no 1725, a de mantelería era transferida à Corunha.

A indústria da salga

Com o declive da produção têxtil e a deslocação da Real Fábrica a Ferrol , Sada viveria um importante declive económico, compensado por importantes melhoras na saúde dos vizinhos, que, segundo aponta Joseph Cornide, vinham padecendo febres a causa das poluições emanadas pela empresa. Não havia durar esta crise económica muito tempo. Em seguida chegaria um grande número de empresários ou "fomentadores" de origem catalã a desenvolver as suas indústrias na nossa geografia. Desde as derradeiras décadas do século XVIII e durante a primeira metade do XIX estabeleceriam as suas fábricas nos núcleos de Sada e, sobretudo, Fontán. Alguns destes catalães instalados em Sada seriam José e Juan Albanell, Juan Ballester, Francisco Bargalló, Josep Caminada, José Carbonell, Andrés e Cayetano Dalmau, Gerónimo Estefanell Galup, Francisco Ferrer i Albá, José Goel, José Grau, Juan Lampallás, Tomás Maristany, Francisco Marticó, Francisco e Juan Miró, Juan Oliver, Juan Ortoll, Daniel e Juan Pasqual Barreras, Francisco Plá, Francisco Pullés Serra, José Torrens i Ros, Ramón Tort, Cristóbal, Francisco e Juan Vidal, etc. Vários destes apelidos pervivirían na antroponimia sadense até o século XX, casos de Vidal, Marticó e Maristany.

A chegada dos catalães supunha para Sada a recuperação de um sector fundamental da sua economia: o pesqueiro. Assim, os "mareantes" passavam a trabalhar para as fábricas de salga, assinando contratos que os vinculavam a eles. O nível cuantitativo das produções seria muito alto.

Idade Contemporânea

No 1812 produz-se uma mudança significativa na nossa história: no marco do fervor liberal conformam-se as novas câmaras municipais, agrupando as antigas freguesias. No de Sada confluirán as oito actuais mais a de São Xoán de Lubre, posteriormente aderida ao de Bergondo . Poucos dados temos sobre esses anos. Sabemos do papel significativo de Sada na Guerra de Independência, durante a qual recobraram as suas funções defensivas os castelos de Fontán e Corbeiroa e na que, supostamente, o rexedor da Xurisdición de Miraflores (à que Sada pertencia) Manuel Colmelo Freire de Andrade protagonizou uma grande xesta, segundo nos refere Lugrís Freire. O 1 de Junho do 1809 chegaram à vila um oficial francês e vinte soldados a cavalo, solicitando a Manuel Colmelo que lhes proporcionasse uma lancha para cruzar a ria. Colmelo assim o fixo, mas, já de caminho, retirou uma tabela da embarcação, afundando-a. Esta acção seria decisiva, segundo Lugrís Freire, para a imediata vitória contra os franceses na batalha de Ponte Sampaio.

O período Isabelino e o Sexenio Democrático

A penas temos documentação alguma sobre a primeira metade do século XIX. Os livros de actas mais antigos que se conservam correspondem aos anos 50. Daquela a Casa Consistorial estava situada na freguesia de Mondego , o que suscitou a crítica de vários Presidentes da Câmara que percebiam devia estar na vila. Tal emprazamento vinha motivado pelos interesses das importantes famílias que tinham a sua residência naquela freguesia. A política autárquica obedecia, assim no período Isabelino coma nos posteriores, às mudanças que se produziam, via alzamento primeiro, via eleição depois, a nível estatal. Assim, com a Revolução do 1868, constitui-se uma Corporação democrática, liderada pelo republicano Salvador Casanova Martí, mas que em breve será substituída, depois das primeiras eleições por sufraxio universal masculino no 1869, por outra de carácter liberal, com José Benito Posse y Aguiar coma Presidente da Câmara, que repetirá mandato no 1871. José Benito Posse era o senhor do pazo de Santa María de Sada, e um paradigma mais do peso que seguiam a ter as velhas elites na sociedade decimonónica, e que persistiria até meados do século XX. No 1873, com a proclamación da I República, em Sada triunfava a tendência federal, com Casimiro López Gándara, chegando a ser declarado a câmara municipal coma cantonal depois da pronunciação militar do 1874. Tomava posse da câmara municipal o conservador Francisco Posse Nicolich, filho de José Benito, transferindo-nos assim de um período, o do Sexenio Democrático, a outro novo, a Restauração Borbónica.

A Restauração Borbónica

Na Sada da Restauração hão-se criar dois blocos ou famílias políticas bem diferenciadas. Por uma banda a liberal, composta maioritariamente por proprietários rendistas do rural e liderada pelo facendado de Soñeiro Antonio Domínguez Farinha. Nela estava integrada uma tupida rede familiar, com a participação de numerosos curmáns e parentes políticos daquele. Da outra banda temos aos conservadores, provenientes de mais um âmbito urbano e lideranças durante um comprido período pelo farmacêutico Avelino Castañeira. Ambos grupos políticos alternaríanse à frente da Câmara municipal, não sem manterem numerosas confrontações. Estavam ao serviço de redes clientelares muito aprofundadas nas freguesias. Há que destacar, contra o final do período (1922), a trazida desde A Corunha do kiosko La Terraza, sublime amostra do modernismo galego.

A Ditadura de Primo de Rivera

Durante a ditadura de Primo de Rivera produzir-se-iam alguns factos de significação, coma a chegada do eléctrico, a construção das escolas de Sada y Sus Contornos, sufragada pela sociedade homónima de New York, ou, no âmbito cultural, a publicação, nos anos 1925 e 1926, da revista Mariñana, dirigida por Eduardo García Ramos e na que destacou coma colaborador o jornalista Manuel L. Freire Calvelo. Os rexedores mais importantes do período serão Manuel Dopico Otero e Enrique López Hernández, ambos de carácter populista, em consonancia com o próprio regime.

A II República

Depois do triunfo republicano na maioria das cidades nas eleições autárquicas do 1931, proclamava-se a II República, e em Sada constituía-se a nova Corporação, integrada por membros da ORGA e encabeçada por Justo Rodríguez Pérez. Ao ano seguinte este demitiria, sendo eleito no seu lugar Antonio Fernández Galinha. Mas o verdadeiro protagonismo neste período não o vão ter as instituições políticas, senão o amplo entramado asociativo que compunham os diversos sindicatos ligados à CNT (Sindicato de Oficios Vários de Sada, Sindicato de Profesiones Várias de Meirás, La defesa dele agricultor, de Soñeiro, Sindicato de Oficios Vários y Campesinos de Carnoedo, Sindicato Campesino de Mondego e União Campesina de Osedo y sus Contornos), agrupamentos agraristas, centros culturais (Ateneo de Cultura Política y Social, etc.) e partidos políticos (ORGA, PRRS, UR, IR, PRR, CEDA, PG, PSOE e PCE). Os sindicatos, nomeadamente os de Sada e Meirás, manterão importantes conflitos com proprietários e empresários. Associações coma o Ateneo de Cultura Política y Social, dirigido por Juan Antonio Suárez Picallo, hão promover actividades encaminhadas à difusão cultural e à ilustração da classe operária, com a celebração de conferências e tertulias, a realização de excursións, etc.

A Guerra Civil e o Franquismo

Mas tudo isto virasse abaixo trás o golpe militar de Julho do 1936. Em Sada ter-se-á conhecimento da nova o mesmo dia 18. José Monzo Rios, Presidente do Sindicato do.V., Secretário da CNT em Sada e cabeça do agrupamento local da FAZ, dirigirá uma expedição de três camiões à Corunha com o objecto de conseguir armas para a defesa de Sada, mas estas lhes serão negadas. Assim, os falanxistas, dirigidos por Oliete, tomarão a vila o dia 23, começando assim o calvario de muitos que, por não partilharem as ideias políticas do novo regime, terão que se agachar ou fugir. O presidente da Câmara Fernández Galinha será encarcelado e submetido na Corunha a um conselho de guerra sumarísimo que o condenaria a morte, sendo executado o 27 de Novembro desse mesmo ano. Em Sada seriam paseados numerosos sindicalistas.

Começava uma etapa de profunda decadência. Para amostra, os dados demográficos, que situavam à população sadense em 8.700 habitantes para o 1935 e em menos de 7.000 vinte anos depois. Motivo deste descenso foi a emigración primeiro a América do Norte e logo a Europa. No âmbito económico cabe destacar, em contraste, o auxe do sector pesqueiro nos anos 60 e a pervivencia das conserveiras, assim coma a instalação de numerosas telleiras nas Brañas.

Persoeiros

Presidentes da Câmara de Sada

(que. 1840-1868)

(1868-1875)

(1875-1923)

(1923-1931)

(1931-1936)

(1936-1979)

(1979-2007)

Vítimas mortais da repressão franquista (1936-1938)

Republicanos mortos em combate

Agrupamentos culturais e políticas

Sindicatos e agrupamentos operárias

Grupos, partidos ou blocos políticos

Associações agrárias

Associações culturais

Património

Património arquitectónico

O património arquitectónico conservado é, desgraçadamente, escasso em comparação com o que existia há poucos anos. A especulação urbanística e a pouca concienciación levou ao desaparecimento de numerosos vestígios arqueológicos ou arquitectónicos de carácter assim popular coma modernista.

Hoje conservam-se:

Xacementos castrexos ou romanos

Arquitectura civil

Baterias defensivas
Pazos e quintas

Neste apartado cabe ressaltar o recente desaparecimento (no ano 2006) da decimonónica Casa Campanioni, em Riobao, soberbia edificación rodeada por um formoso jardim francês; e a Casa do Sarxento, em Meirás . Foram derrubadas para construirem um edifício de pisos e uma urbanização respectivamente.

Outros

Arquitectura religiosa

Igrejas e capelas

(Excluem-se as de fabricação moderna.)

Cruzeiros
Cemitérios destacados

Arquitectura popular

Dentro do telefonema arquitectura popular destacam numerosas habitações de tipoloxía marinheira nas áreas da Tenencia e Fontán, ambas na freguesia de Sada. Ao mesmo tempo, existem muitas outras de carácter camponês esparexidas pelas oito freguesias, com especial relevo, pela sua antigüidade, algumas de Mondego.

Outros elementos arquitectónicos de importante presença são os hórreos de tipoloxía mariñá, é dizer, de madeira. Encontramos exemplos notáveis em toda a geografia da câmara municipal, destacando um do Tarabelo (Sada) em forma de "L" e outro de Samoedo (Sada) de cinco pes.

Em Meirás conservam-se em estado absolutamente ruinoso os restos de um muíño de vento circular e de grande altura, que dá nome a toda a zona. Ao mesmo tempo, são vários os muíños de água que, em melhores ou piores condições, chegaram a nós, coma o do Tarabelo ou o das Meilanas.

Património natural

O património natural sadense aparece igualmente deturpado pela acção humana, devido a uma antropización da paisagem totalmente inconsciente e desordenada, que obedece a interesses económicos e não a critérios ecológicos e estéticos.

Galería de imagens

Veja o artigo principal em: Galería de imagens de Sada

Imagens de hoje

Notas

  1. Veja-se no Galizionario.
  2. Dados de 2001 publicados em 2004.
  3. "Aportación a la história industrial corunhesa: las fábricas têxtiles de Sada (1675-1762)", em Revista Instituto José Cornide de Estudios Corunheses, ano 1, nº 1, 1965, pp. 77-126; "La economia marítima de Sada y Fontán em la época precapitalista. Los salazoneros catalanes", em Anuario Brigantino, nº 18, 1995, pp. 91-104
  4. | Artigos e poemas de Montes Rouco, RAG
  5. Freire-Calvelo na Biblioteca da USC
  6. Artigos dixitalizados de Freire calvelo, RAG

Veja-se também

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