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Vilamaior de Caldelas, Castro Caldelas

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Vilamaior de Caldelas é uma das freguesias da câmara municipal de Castro Caldelas, pertencente à província de Ourense .

Índice

Geografia política e situação

Vilamaior de Caldelas, antigamente conhecida por Vilamaior a secas, consta de cinco aldeias, por ordem de habitantes, e de maior a menor: a própria Vilamaior, Os Casares, Casfiel, Villardoleiros e O Carballo. Esta última não tem moradores desde há já vários anos. Se ordenamos pela extensão dos núcleos de construções, também de maior a menor: Vilamaior, Casfiel, Os Casares, Villadoleiros e O Carballo. As freguesias colindantes são O Burgo, Sãs de Penelas e Castrelo (já pertencente à câmara municipal de São Xoán de Rio).

Por estrada, dista a uns 6 km. da capital da Câmara municipal (Castro Caldelas), a 52 Km de Ourense , a uns 485 de Madrid , a 3 de Sãs de Penelas, a 16 de Póboa de Trives, a 32 da estação invernal de Cabeça de Manzaneda (por um caminho com traçado directo, haveria uns oito km; a pé, pelo monte, fazendo sendeirismo, poderiase alargar a dez).

Geografia física

Vilamaior está situada na falda de uma espécie de corrente montanhosa que tem o nome de “Serra do Burgo” e que enlaça o faz parte das correntes de montanhas do mazizo galaico-portugues. A respeito do nível do mar, encontrasse a uns 750 m. de altitude, e a parte montanhosa correspondente que a protege pólo sul tem um máximo desnivel de uns 1050 m. (ainda que a Serra do Burgo, noutra parte, alcança os 1250 m. aprox.). Esta protecção natural pólo sul, e algo menos pelo lês-te mas não pólo norte (ou muito menos pronunciada pólo norte), atenúa as temperaturas mas altas, mas não tanto as baixas; por esta circunstância natural, à parte de por a altura a que se encontra, e também por ser uma zona interior, as geladas são muito me as frequentes, duraradeiras e daniño que noutros povos ou freguesias com diferente protecção orográfica.

Aproximadamente, contando a extension das construcions e do terreno produtivo propriedade dos vizinhos, pode ter a freguesia umas 200 hectares. Somando os montes e terreno comunal, poderia subir até as 500 Haver. Não há ri-os importantes que atravessem a demarcación da freguesia; a maioria são regatos, muito torrenciais (com muito desnivel) ao seu passo pela montanha, cheios de água no Inverno e que se vão secando à medida que o veran avança. Nos ultimos anos, possivelmente devido à mudança climática, começa a haver problemas de abastecimento de água.

Demografía

A princípio do século XX estava muito mas povoada a freguesia (aproximadamente uns 400 vizinhos), mas agora (dados de Março de 2007) ficam como residentes fixos uns vintecinco em Vilamaior, quatro em Casfiel, três em Villardoleiros, e nos Casares quatro. A freguesia foi-se despoboando paulatinamente, à parte de pestes e guerras, a emigración as “Américas” no primeiro terço do século passado, logo as “suizas” no segundo terço, ademais de marchar a outras cidades da nação com possibilidades de trabalho ou de negócio, pouco a pouco foram minguando os vizinhos. Como dado curioso e relacionado, devemos assinalar que, por exemplo, em Vilamaior só há um pequeno que está indo à escola; na totalidade da freguesia parece que só somam duas unidades. Pela decada 1960-1970, estando a escola em Casfiel (agora todas as crianças da Câmara municipal vã à mesma escola, a da “capital” da Câmara municipal) nalgun momento alcanzaronse umas trinta crianças na escola, e havia uma classe com um só mestre ou mestre para todos os cursos.

Economia

A gente sempre viveu do “campo”, da agricultura e da gadaría, e em menor medida da silvicultura (explotacion da madeira). Basicamente sempre se tratou de economias de subsistencia baseadas no cultivo da terra em regime de minifundio (típico da região, e de grande parte da Galiza), até limites case impracticables, a não ser com a aixada ou com o sacho. Com ajuda da gadaría, proporcionabase um extra ou plus de ingressos, os quais permitiam comprar produtos, utensilios, etc. Quanto aos cultivos, o que mas se semeia: as patacas e o centeo (na actualidade o centeo case não se cultiva), millo, remolacha, garavanzos, fabas, leitugas, tomates; dão-se as maçãs, cereixas, pêras e pavias. As geladas sempre foram muito problemáticas, e muitas vezes arruinaram a colheita.

Anos atrás não havia muita riqueza, algumas famílias chegaram a passar fome. Actualmente, com a despoboación, os que ficam já podem conseguir mais terra, tocam a mas, e vê-se como alguas famílias começam a desenvolver explotacions que vão mais ala da subsistencia, principalmente conectadas com a gadaría (venda de leite e de animais para carne). Por outro lado, uma parte importante do terreno produtivo está, como dizem no povo, “ao ermo”, isto é, deixou-se de trabalhar e encheu-se de maleza, resultando impracticable e case impenetrável nalguns casos. Também se pode observar uma rémora importante e derivada do tradicional “status estrutural” do terreno produtivo, o “multiplicador” do minifundio , divisions e divisions de um trozo de terreno que se foram produzindo com os correlativos repartos hereditarios. O aparcelamento, algo que já se pôs em marcha noutras câmaras municipais ou freguesias, a Vilamaior não chegou ainda.

História

Falam que já os romanos se estabeleceram na demarcación da freguesia; pelo fundo do povo de Vilamaior, concretamente correspondendo com o norte, passava (ainda passa) a Via Nova, ou Via XVIII (comunicava a cidade de Astorga –Asturica Augusta- com Braga – Bracara Augusta, em Portugal-, com 320 km. de comprimento, inaugurandose sendo imperador Tito, pelo ano 79 d.c.). Em algumas fontes diz-se que uma das mansions (que se citam no “Itinerario de Antonino”, e eram instalacions que se criavam, cada verdadeiros km., ao lado das vias romanas, e servian para facilitar descanso, comida e inclusive protecção os viajantes, para relevar os animais de tiro, arranjar averías, etc.), a Mansion Praesidio, poderia estar situada precisamente ao lado da via romana ao seu passo por Vilamaior. Gente do povo, dice, por ouvidas, por trasmision de umas xeneracios a outras, que nalgun tempo, sobretudo em epocas de muita chuva (erosionaba o terreno), ao lado da referida via atoparonse restos de cerâmica antigos e vianse as bases de algumas partes edifícios já caídos.

Há lendas que dizem que num tempo, o povo de vilamaior estava construido a menor altitude que na actualidade e foi asolagado: produto de fortes chuvas, e devido ao desnivel do terreno (passasse de 750 a 1050 m. de altitud em aprox. uns 600 m. de percurso, o que daria uma pendente média de 50%) é possível que se inundara. Logo tiveram que construir a mas altitude. Não se sabe se isso que decian era para explicar o atopamento dos restos comentados, ou bem, realmente havia todo um povo que foi anegado pelas águas.

Tamen há histórias” de que estiveram os franceses, (a invasion napoleonica) de que queimaram alguas casas e das alladas que fizeram. Das costrucións que ainda sobrevivem, há algumas casas nas que figura como feitas a primeiros do século XVIII.

Turismo e lazer

A gente da freguesia acostuma ser “parrandeira”, gosta do jogo das cartas, da charla tranquila e sosegada, sem pressa. Em Vilamaior há como uma espécie de centro de reunião, que fica pelo meio do povo, onde, quando vai bon tempo, a gente juntasse para parolar: o paredon. Antes, quando chovia xuntabanse num chamizo que estava cerca do paredón. Pelas compridas noites do Inverno eram tipicas as reuniões de jovens e maiores, que ficavam em alguma casa para experimentar o vinho e jogar às cartas. Algo mas atrás no tempo, os jovens e jovens xuntabanse nos fiadeiros, ali passavam o tempo com jogos, contos, risas e amores. Tamen se celebrava o carnaval ou carnavais: os disfarçados ian pedindo chourizos pelas casas. Para andar pela noite, acendianse os tocha: mazos de palha que ardiam procurando iluminacion. Não há muitos anos que puseram o alumeado publico.

No veran, habia festas em quase que todas as freguesias. A festa de Vilamaior é o oito de Setembro, em honra da Virxe dos Remédios. Ultimamente, se bem se celebram os ritos religiosos (procissão, missa solene, etc) e a festa de pote (gastronómica), já não se faz baile. Comentam que nalgun tempo, a festa dos Remédios de Vilamaior era mas grande (vinha mas gente à festa) que a da capital da câmara municipal, que também tem a mesma virxe para honrar.

A freguesia tem hipótese de acolher turismo rural, mas por enquanto (Março 2007) ainda ninguém se atreveu ou viu a oportunidade de montar um negócio de hospedaxe que permita a estância de possíveis turistas gustadores da natureza, do campo, do rural. No entanto, dado o carácter amistoso e hospitalario de gente, calquer visitante com boas intencions, pode ser atendido por calquer vizinho para facilitar-lhe informacion e possivelmente outros serviços.


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