Xentilicio
Relativo sobretudo ao lugar de nascimento, e em menor medida à linhagem ou raça à que alguém pertence (estes seriam etnónimos).
Na Galiza existe tradicionalmente uma tendência ao uso de xentilicios hipocorísticos para entidades menores, não derivados do nome do lugar e sim de características e alcunhas, normalmente despectivos. Na actualidade, a linguagem jornalística está a criar e inventá-los para muitas pequenas populações galegas, com muito desigual qualidade.
Os principais sufixos para a formação léxica de xentilicios são:
- -ense (m. e f.): LUCENSE, CANADENSE, ALLARICENSE (muito habitual)
- -és / essa: LUGUÉS(A), SANTIAGUÉS(A), CHINÊS (A), DINAMARQUÉS(A), FIM(LAND)ÉS(A), WALONÉS(A) (o mais comum)
- -ano / -ana: VATICANO/A, VENEZUELANO/A, CANADIANO/A, ANGOLANO/A, MOZAMBICANO/A (em cultismos)
- -án / -à: COMPOSTELÁN / COMPOSTELÁ (em patrimoniais ocidentais)
- -ao / -à: RIBEIRAO/RIBEIRÁ (em patrimoniais orientais)
- -án / -à: ALEMÃ(N) {em patrimoniais centrais)
- -eno / -ena: CHILENO/A
- -eño / -eña: MADRILENO/A, ALBACETEÑO/A, SANTIAGUEÑO/A, PANAMENHO/A (insólito)
- -iano / -iana: IRANIANO, PAKISTANIANO, ISRAELIANO (terminação culta para os xentilicios não históricos ou habituais na língua galega)
- -ino / -ina: ALACANTINO/A, BARCELONINO/A, BILBAÍNO/A, SANTIAGUINO/A, ARGENTINO/A
- -ón / -oa: BRETÓN/OA, WALÓN/OA (insólito)
- -ático / -ática: ASIÁTICO/A (insólito)
- -ita (m. e f.): VIETNAMITA (insólito)
- -al (m. e f.): PROVENZAL (insólito)
- -ol / -olá: ESPANHOL(A), MONGOL(A) (insólito)
- -o / -a: POLONÊS/A, CHECO/A, ESLOVENO/A, CANARIO/A (possivelmente por derivación regresiva de lugares rematados em -IA(S) átono); URUGUAIO/A; SUÍÇO/A, SUECO/A, SARDO/A, CORSO/A
- -ún(o) / -una: EUSKALDÚN(A), BATASUNO/A (de origem basca, não é própria da língua galega, introduzido por Meios de Comunicação incorrectamente.)
- -arra (m. e f.): DONOSTIARRA (de origem basca, não é próprio da língua galega. "Donostiarra" é a única palavra aceite por motivos tradicionais recentes. Não se dí "bilbotarra, irundarra, eibotarra...", existem as terminações próprias de origem latina.)
- -ar (m. e f.): BALEAR, INSULAR
- -eiro / -eira: SANTIAGUEIRO/A, BRASILEIRO/A, PAMPEIRO/A (adaptação de castelanismos sudamericanos)
- -asco(n) / -asc(on)a: BASCO/A, MONEGASCO/A, GASCÓN(A) (de origem francomeridional)
De todos os modos, é preciso reiterar que a tradição marca popularmente o uso de xentilicios não derivados: gavacho, chamaco, te, paio.
Veja-se também
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